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Desprezada pelo cinema, Jessica Alba vinga no mundo dos negócios

Depois de agraciar muitas capas pelos seus atributos físicos, a atriz chegou à da revista Forbes depois de ajudar a fundar uma empresa que já vale mil milhões de dólares.

Em 2005, «Sin City: Cidade do Pecado», «Quarteto Fantástico» e «Profundo Azul» estreavam no espaço de poucos meses.

Todos, sem exceção, exibiam principalmente os superlativos atributos físicos de Jessica Alba e a atriz tornou-se uma presença em tudo o que eram capas de revistas.

Em 2015, quando Kate Mara se prepara para a substituir num novo «Quarteto Fantástico», Jessica Alba continua a chamar as atenções, mas pela primeira vez surge na capa de uma revista cujos temos não versam o seu último filme ou o que é necessário para se manter em forma, mas finanças, indústria, investimento ou marketing: a Forbes.

A atriz de 34 anos é o grande destaque de um número dedicado às «Self-Made Women» mais ricas dos EUA e com uma fortuna estimada em 200 milhões de dólares, está a menos de 50 de alcançar uma estrela planetária da dimensão de Beyonce. Como é que isso aconteceu?

Sem grande sorte no cinema - com exceção de um papel secundário em «Dia dos Namorados» em 2010, não se pode dizer que tenham ficado na memória «Elas Não Me Largam», «O Meu Nome é Bill», «Acordado» (2007), «O Olho», «O Guru do Amor» (08), «O Assassino em Mim», «Machete» ou «Um Sinal Invisível» (2010) -, Jessica Alba tornou-se ao mesmo tempo uma empresária de sucesso.

A resposta é The Honest Company, uma empresa que num curto espaço de tempo passou a valer mil milhões de dólares e onde detém uma participação entre 15 a 20 por cento.

A inspiração surgiu em 2008, quando a atriz estava grávida e a mãe a aconselhou a usar detergente para bebés para lavar as roupas que acabara de receber como prendas e uma marca popular no mercado acabou por provocar uma grande alergia na filha.

Recordando os seus próprios problemas na infância, que incluíam asma crónica e pneumonias, o incidente com o detergente levou Alba a procurar produtos mais naturais e amigos do ambiente e até mesmo a criar os seus próprios produtos de limpeza a partir de bicarbonato de sódio, vinagre e óleos.

Com Christopher Gavigan, que durante sete anos geriu uma organização infantil não lucrativa chamada Healthy Child Healthy World, começou a planear uma linha de negócios envolvendo produtos não tóxicos e seguros destinados a pessoas com preocupações de consumo ético.

Em 2011, a The Honest Company foi financiada com 6 milhões de dólares com mais dois sócios e logo no primeiro ano as receitas já eram de 10 milhões. Em 2014, com uma gama que vai desde fraldas amigas do ambiente a protetores solares feitos à base de cera de abelha e detergentes não tóxicos, os números subiram para 150 milhões. E esta quinta-feira, Jessica Alba esteve na Coreia do Sul para a expansão da marca naquele país asiático.

Sem descurar a participação em novos projetos cinematográficos, a atriz ri-se ao recordar as 86 horas de trabalho por semana na série que a revelou aos 19 anos, «Dark Angel»... e que agora são passadas à volta de planos de marketing e desenvolvimento de novos produtos.

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