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Festival Fuso de Vídeo Arte, de entrada livre, homenageia pioneiro Paulo Bruscky

O artista brasileiro Paulo Bruscky, pioneiro da arte conceptual, vídeo arte e arte sonora, nos anos de 1960 e seguintes, é homenageado no Festival Fuso de Vídeo Arte Internacional de Lisboa, que tem início no próximo dia 22.

Esta 9.ª edição do festival vai decorrer nos dias 22 a 27 de agosto e exibe obras em vídeo de criadores portugueses e das Américas, em jardins e terraços de Lisboa, com entrada gratuita, segundo a programação da iniciativa.

O festival Fuso, em cuja génese está o confronto entre obras históricas e a contemporaneidade na vídeo arte, surge este ano integrado na programação da iniciativa Lisboa Capital Ibero-americana de Cultura.

As sessões apresentarão propostas de curadores de destaque das Américas do Sul e Central, assim como de Portugal.

Emília Tavares, conservadora e curadora para a área da Fotografia e Novos Media, do Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado, Lisboa, propõe, sob o título "A classe dos povos extintos", produções de Vasco Araújo ("Parque temático"), Ângela Ferreira ("Joal la Portugaise"), Pedro Barateiro ("Identidade em construção") e Mauro Cerqueira ("Leonel"), entre outras obras.

A programação conta igualmente com as propostas das curadoras brasileiras Solange Farkas ("Testemunhas de um tempo"), Cristiana Tejo ("Bandeira branca enfiada em pau forte") e Lisette Lagnado ("Os afogados, os sobreviventes e o arquiteto"), do mexicano Pablo Leon de la Barra ("Memorias do SubSalsaDesenvolvimento"), da norte-americana Lori Zippay ("Traduções transculturais"), de Miguel A. López, do Peru e da Costa Rica ("A terra no meio"), e do argentino Jorge La Ferla ("Territórios audiovisuais: passado e presente ibero-americanos").

Entre outros filmes, serão exibidos, do homenageado Paulo Bruscky, "Poema" (1979), "Xeroxfilme: LMNUWZ, fogo!" (1980) e "Via Crucis" (1979).

Paulo Bruscky é um artista pioneiro da arte conceptual nos anos 1960 e da arte postal, vídeo arte e arte sonora, que se destacou a partir dos anos de 1970.

Andrés Denegri (Argentina), Cao Guimarães, Anna Bella Geiger, Ayrson Heráclito, Regina Parra, Louise Botkay, Tamar Guimarães e Clara Ianni (Brasil), Enrique Ramírez (Chile), Monica Restrepo, Carlos Mayolo e Luis Ospina (Colômbia) e Antonio Muntadas (Espanha) são outros dos artistas participantes.

Hugo Ochoa (Honduras), Carlos Fernández (Costa Rica), Lucía Madriz (Costa Rica), Jonathan Harker (Panamá) e Alejandro de la Guerra (Nicarágua) também estão incluídos na programação.

Os espaços que vão acolher os filmes, na capital, são a Travessa da Ermida, os jardins do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), do Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, do Museu Nacional de Arte Antiga e do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, assim como o Claustro do Museu da Marioneta, no antigo convento das Bernardas, na Madragoa.

Iniciado em 2009, o Fuso é o único festival de vídeo arte em Lisboa, tem direção artística de Jean-François Chougnet, presidente do Musée des Civilisations de l’Europe et de la Méditerranée, que foi diretor-geral do parque La Villette, Paris (2001-2006) e dirigiu a Fundação Berardo, em Lisboa, de 2007 a 2011.

A direção-geral do festival é de António Câmara Manuel e a consultoria e produção curatorial, de Rachel Korman.

O programa pormenorizado do festival está disponível no endereço www.fusovideoarte.com.

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