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Festival Rock’n’Law pretende dar casa a 25 sem-abrigo com doença mental

Oito bandas de sociedades de advogados vão atuar na sexta-feira no festival de música Rock’n’Law, em Lisboa, cujas receitas se destinam a dar uma casa a 25 pessoas sem-abrigo com doença mental.

O Rock’n’Law nasceu há nove anos por iniciativa de um grupo de advogados, que desde então organiza todos os anos um concerto para angariar fundos para projetos de solidariedade social.

“Ao longo dos anos temos conseguido apoiar diferentes associações de solidariedade social e diferentes causas e já entregámos um donativo a estas instituições de quase 500 mil euros”, disse hoje à agência Lusa o coordenador do projeto, Francisco Proença de Carvalho.

Este ano, o projeto decidiu responder ao repto lançado em abril pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para que em 2023 não haja um único cidadão sem teto em Portugal.

“Este ano associámo-nos ao desígnio do Presidente da República e procuramos apoiar pessoas que estão na muito difícil situação de sem-abrigo”, disse Francisco Proença de Carvalho.

Após um processo de seleção de várias candidaturas, a instituição escolhida foi a Associação para o Estudo e Integração Psicossocial (AEIPS), que tem o projeto “Casas Primeiro” que visa reintegrar pessoas com problemas do foro psiquiátrico que vivem nas ruas de Lisboa.

O programa financia o arrendamento de uma casa, o mobiliário e equipamento básico, bem como os consumos de água, eletricidade e gás.

Cada pessoa conta com uma equipa de profissionais técnicos sociais e de saúde que está disponível 24 horas para apoiar e estabilizar a pessoa e depois ajudá-la em todo o processo de reintegração ativa na sociedade.

Contactada pela Lusa, a presidente da AEIPS, Teresa Duarte, adiantou que o projeto “Casas Primeiro” teve início em 2009 e já apoiou uma centena de pessoas sem-abrigo com doença mental que viviam mesmo na rua, 20% dos quais já se autonomizaram

“Neste momento damos apoio a cerca de 50 pessoas e com este apoio do Rock `n’Law podemos apoiar mais 25 pessoas”, disse Teresa Duarte, sublinhando que o objetivo da associação “é contribuir para o desígnio do Presidente da República” de que, até 2023, deixe de haver pessoas a viverem na rua por falta de respostas.

Este ano, o evento teve o reconhecimento de Marcelo Rebelo de Sousa, que atribuiu o Alto Patrocínio da Presidência da República, chamando a atenção para o festival de música, disse o coordenador do projeto.

O palco da 9ª edição do Rock ‘n’ Law é montado este ano no Kais, em Lisboa, a partir das 21:00 de sexta-feira, com um cartaz de oito bandas de sociedades de advogados e um DJ convidado.

Para Francisco Proença de Carvalho, a particularidade deste festival é “ser organizado por 12 sociedades de advogados que todo o ano, no dia-a-dia, concorrem, mas que uma vez por ano se juntam por esta causa comum”.

As receitas originadas no evento resultam de patrocínios de empresas e entradas no evento, bem como da contribuição das sociedades envolvidas.

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