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Gisela João, Carlos do Carmo e Camané constituem o cartaz de “Sou do fado”

Gisela João, Carlos do Carmo e Camané constituem o cartaz de “Sou do fado”, que acontece a partir da próxima sexta-feira, no largo de S. Carlos, em Lisboa, no âmbito do projeto “Lisboa na rua”, anunciou o Museu do Fado.

Esta é a terceira edição de “Sou do fado”, que abre na sexta-feira, com Gisela João, distinguida no ano passado com o Prémio José Afonso, e que será acompanhada pelos músicos Ricardo Parreira (guitarra portuguesa), Nelson Aleixo (viola) e Francisco Gaspar (viola baixo).

Gisela João participou este ano na Gala Carlos Zel, no Casino Estoril, e é um dos nomes anunciados para o Festival “Aqui mora o fado”, que se realiza em finais de setembro, no bairro lisboeta de Alfama.

O álbum de Gisela João venceu por unanimidade o Prémio José Afonso 2014, tendo o júri considerado que a fadista é “a melhor voz que já apareceu depois de Amália [Rodrigues]”.

"Talvez não seja exagero considerar Gisela João a melhor voz que já apareceu depois de Amália”, afirmou o júri em comunicado.

Ainda em 2014, a revista Blitz editou um disco da fadista intitulado “Sem filtro”, que inclui temas gravados ao vivo e dois em estúdio.

Os dois temas de estúdio são do repertório de Amália Rodrigues, designadamente “Quando os outros te batem beijo-te eu”, de Pedro Homem de Mello, no Fado Aracélia, de Armando Machado, e “Lá na minha aldeia”, de Alberto Janes.

Gisela João, natural de Barcelos, fez parte do elenco do restaurante típico Senhor Vinho, da fadista Maria da Fé e do poeta José Luís Gordo, e, no ano passado, gravou o álbum em nome próprio. Anteriormente, em 2009, a intérprete tinha gravado com a banda Atlântida.

O segundo intérprete desta série, Camané, distinguido com vários galardões, por três vezes com o Prémio Amália e, em 2012, com o Prémio Europa - David Mourão-Ferreira, da universidade italiana de Bari, sobe ao palco do largo S. Carlos, no dia 02 de setembro.

O criador de “Sei de um rio” é acompanhado pelo seu trio habitual de músicos, José Manuel Neto, na guitarra portuguesa, Carlos Manuel Proença, na viola, e Paulo Paz, no contrabaixo.

Camané editou no ano passado o álbum “Infinito presente”, em que incluiu, entre outros temas, um inédito de Alain Oulman, com o poema “A correr”, de Manuela de Freitas, e duas composições de José Júlio Paiva, seu bisavô.

Fernando Pessoa, nascido no largo de S. Carlos, David Mourão-Ferreira e frei António das Chagas são outros poetas que Camané gravou neste álbum.

Carlos do Carmo, com mais de 50 anos de carreira, distinguido com um Grammy Latino Carreira, encerra este ciclo no dia 09 de setembro.

O criador de “O amarelo da Carris” é acompanhado por José Manuel Neto, na guitarra portuguesa, Carlos Manuel Proença, na viola, e Daniel Pinto, na viola baixo.

Filho da fadista Lucília do Carmo, Carlos do Carmo tem um repertório que inclui poemas de Frederico de Brito, José Carlos Ary dos Santos, José Luís Tinoco, Nuno Júdice, Maria do Rosário Pedreira e Júlio Pomar, entre outros.

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