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100º aniversário da Primeira Guerra Mundial assinalado com especial no NGC

100 anos depois do início da Primeira Guerra Mundial, o National Geographic Channel recorda o conflito com a estreia do especial documental "Apocalipse da Primeira Guerra Mundial", no dia 15 de setembro, às 22h10.

"Apocalipse da Primeira Guerra Mundial" foi produzida usando de mais de 500 horas de imagens de arquivo, muitas delas nunca antes vistas e divulgadas, que agora aparecem restauradas e coloridas.

Esta série documental leva os espectadores para os campos de batalha e para o centro da vida diária dos civis nas linhas de combate, ao mesmo tempo que mostra as mentes daqueles que governavam, partindo de centenas de horas dos primeiros filmes amadores, extremamente raros para este período histórico.

Composta por cinco episódios, "Apocalipse da Primeira Guerra Mundial" é mais uma produção da CC&C (Louis Vaudeville) e da Idéacom International (Josette D. Normandeau) com Isabelle Clarke e Daniel Costelle como diretores, os mesmo por detrás de "Apocalipse da Segunda Guerra Mundial", a série histórica emitida em mais de 170 países e considerada uma das mais famosas e importantes séries documentais do National Geographic Channel. Esta equipa de produção também assinou criações como "Dia D: O Sacrifício" e "Apocalipse: A Ascensão de Hitler", escolhida como a Melhor Série Documental de Arquivo pelos History Makers (Nova Iorque, 2012).

O documentário move-se desde as trincheiras no norte de França às menos conhecidas frentes de batalha na Rússia, Sérvia, Turquia, Palestina e desertos da Arábia, onde milhões de soldados de cinco continentes arriscaram as suas vidas.

Graças a numerosas cartas, diários e livros escritos durante a guerra, a narrativa da série dá vida às memórias e às experiências dos homens e mulheres que presenciaram a primeira Grande Guerra.

Sinopse dos episódios:

"Apocalipse da Primeira Guerra Mundial: Fúria": 15 de setembro, às 22h10
11 de novembro de 1918. 11 horas da manhã. Subitamente, faz-se silêncio. George L. Price acabou de tombar, uma das últimas vítimas de uma carnificina sem precedentes que matou 10 milhões de soldados, 9 milhões de civis e feriu 21 milhões. Em 1914, a Europa estava no auge da Belle Époque. No entanto, a 28 de junho de 1914, em Sarajevo, Franz Ferdinand, o herdeiro obscuro do império Austro-Húngaro, é assassinado por um jovem nacionalista Bósnio. Este evento, embora parecendo de pouca consequência, incendiará os velhos rancores patrióticos das monarquias europeias. Os senhores industriais estão a favor de um conflito armado, na esperança de controlar o rancor crescente da classe trabalhadora. Algumas semanas depois, o império Austro-Húngaro declara guerra à Sérvia, o que inicia um jogo de alianças entre as nações. A descontraída partida de tropas para a guerra demonstra a falta de consciência coletiva de um povo que acredita que a guerra será curta e gloriosa. À medida que as tropas alemãs se aproximam de Paris e a sua vitória parece iminente, o entusiasmo dá lugar ao medo.

"Apocalipse da Primeira Guerra Mundial: Medo": 22 de setembro, às 22h10
27 de agosto. Este da Prússia, 1933, Hitler e Goering, ambos veteranos da Primeira Grande Guerra, prestam tributo ao Marshal von Hindenburg no vasto e excessivo aparato no memorial de batalha de Tannenberg. Hitler diz, a favor de Hindenburg, que a Batalha de Tannenberg foi um dos momentos mais importantes da sua carreira. Os russos avançam para território da Prússia, provocando um êxodo massivo da população alemã. Hindenburg pára-os em Tannenberg. No oeste, o avanço alemão é parado pelos franceses na Batalha de Marne. Após tentativas infrutíferas de tentar vencer o seu adversário, os dois exércitos entrincheiram-se na fronte oeste, numa linha que vai desde a Suíça até ao Mar do Norte. A guerra rapidamente toma uma escala mundial e um conflito de larga escala torna-se inevitável. Os campos de batalha transformam-se em infernos.

"Apocalipse da Primeira Guerra Mundial: Inferno": 29 de setembro, às 22h10
Setembro de 1915. Milhões de homens são apanhados nas malhas de uma guerra gigante. Desde as trincheiras francesas, aos Alpes italianos e aos Balcãs, além das portas das zonas de leste, a Europa está em fogo. Novas armas, novas defesas: a guerra tornou-se industrial e química. O conflito atinge um nível de violência sem precedentes. A artilharia bombardeia incessantemente o inimigo, são lançados ataques com gás venenoso, lança-chamas e estilhaços (uma mistura de pólvora e estilhaços que destrói corpo e face). Os ataques são terríveis e imprudentes. A higiene e as condições de vida nas zonas de combate são horrendas e as epidemias que se seguem causam a desordem. Isto é o inferno na terra. Em fevereiro de 1916, em França, os alemães lançam uma grande ofensiva em Verdun. As linhas francesas aguentam a todos os custos. A Batalha de Somme, a batalha mais sangrenta de toda a guerra, inicia-se a 1 de julho de 1916. Só no primeiro dia, 20 mil tropas britânicas morrem. No entanto, para os líderes, o custo humano e material é tão elevado que o inimigo terá que pagar e, como tal, a guerra continua.

"Apocalipse da Primeira Guerra Mundial: Raiva": 6 de outubro, às 22h10
Os soldados chegaram a um ponto de ruptura. Querem que tudo acabe. Querem voltar para casa. Por detrás das linhas de combate, a raiva entra em ebulição à medida que a fome persegue a população. A miséria da guerra penetrou em todas as casas afetand os aspectos do quotidiano. Uma solução terá de ser encontrada para pôr fim à guerra. Na Alemanha, a inquietação social dá a parecer que o Reich poderá cair; o Império Austro-Húngaro vacila; Francis Joseph está morto, e o seu jovem sucessor, Charles I, começa os primeiros passos para encontrar a paz. Na linha da frente, a batalha de Chemin des Dames leva ao motim entre os soldados franceses. Os soldados russos, exaustos pela fome e pelo medo, juntam-se à revolução. O Czar abdica e prepara uma vida no exílio. Nesta altura, o alto comando alemão comete um erro estratégico que muda o curso do conflito. Os Estados Unidos entram na guerra, juntando-se às forças aliadas e, em junho de 1917, o general Pershing aterra em França com as primeiras tropas americanas. Um mês depois, enquanto as forças americanas ainda estão em treino, a batalha de Passchendaele começa na Bélgica; debaixo de uma chuva torrencial, milhares de soldados do império britânico têm de enfrentar um mar de lama.

"Apocalipse da Primeira Guerra Mundial: Deliverance": 13 de outubro, às 22h10
Em outubro de 1917, em Caporetto, os italianos começam uma luta sangrenta contra os alemães e austro-húngaros que resulta numa humilhante derrota para os italianos. Ao mesmo tempo, na Rússia, Lenine, liderando os bolcheviques, coloca a Revolução de Outubro em movimento. Os novos mestres da Rússia, os comunistas, assinam um tratado de paz separado com as forças centrais em Brest-Litovsk, em março de 1918. O reforço americano, no entanto, está agora preparado para combater. Em julho de 1918 existe, pelo menos, um milhão de tropas americanas em solo europeu. As ofensivas alemãs, prevendo uma conclusiva vitória, sofrem agora numerosas e decisivas derrotas. As forças aliadas, com uma forte ajuda do Tio Sam, conseguem triunfos atrás de triunfos, em Saint-Michel, Bois Belleau, Vittorio Veneto e Marne. Alsácia, Lorraine e todos os outros territórios tomados a França no início da guerra são liberados. Esta série de vitórias marca o começo da queda da Alemanha. Entretanto, as tropas britânicas têm sucessivas vitórias na Palestina, Síria, Anatólia, Irão e Iraque que são tomados aos turcos otomanos. A 11 de novembro de 1918, nos campos de batalha franceses, ouvem-se cornetas, avisando o armistício. As lutas cessam e os soldados podem, finalmente, voltar a casa. Mas as cicatrizes de guerra voltam a abrir novamente, não muito tempo depois. Os termos de paz desenhados pelos aliados são humilhantes para a Alemanha. A Conferência de Paz que encerra a 28 de junho, de 1919, em Versailles, semeia a Segunda Guerra Mundial…E a Europa, dizimada e de luto, terá de sarar as suas feridas e reconstruir o seu futuro.

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