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Da Eurovisão aos problemas saúde: Salvador Sobral esclarece tudo

Salvador Sobral, cantor que irá representar Portugal no Festival Eurovisão da Canção foi o convidado de Vitor Gonçalves na "Grande Entrevista", da RTP3. No programa, o músico falou sobre o mediatismo à volta de "Amar Pelos Dois" e fez algumas revelações sobre a atuação em Kiev.

créditos:  Inês Santos | RTP

"Ao princípio foi um pouco caótico, havia muitas entrevistas, muita coisa a acontecer. Não só lá fora mas interiormente também havia muito a acontecer (...) O que estou a fazer? O que é isto? Imensa gente a falar comigo, rádios que não queriam falar comigo antes e agora todas querem. É um bocado agridoce. Temos de aprender a lidar com as coisas", explicou Salvador Sobral, relembrando ainda a sua participação no programa "Ídolos", da SIC. "Tinha um passado com a televisão que não estou demasiado orgulhoso", admitiu.

"O 'Ídolos' foi na desportiva. Mas percebi que não se podia ir na desportiva. É uma competição. Aquilo é entretenimento, não é música", disse o cantor, acrescentando que o mais importante era saber "quem é gay" ou se houve roubos nas votações. "Agora sou reconhecido por algo em que tenho orgulho", frisou.

Na entrevista à RTP3, Salvador Sobral revelou que Luísa Sobral, a sua irmã e compositora de "Amar Pelos Dois", escreveu duas canções. "Mandou-me duas canções. Mandou-me esta e mandou-me outra e disse-me: esta remete mais às canções dos anos 1960 do Festival da Canção. E eu gostei sempre mais desta. E o meu pai disse 'esta é que é'. Não é tão festivaleira, mas esta é mais bonita", contou, sublinhando que o tema não o compromete. "Podia estar num disco meu ou dela. É uma coisa bonita, simples, genuína e espontânea. Tem tudo de bom esta canção", defende o músico de 27 anos.

"Nada disto tem muito a ver comigo"

Sobre a atuação no palco da Eurovisão, em Kiev, Salvador Sobral confessa que vai ser semelhante à atuação na final do Festival da Canção da RTP. "Vai ser parecida, mas desta vez com som de palco. Será ainda mais intimista. Há uma ideia deles - não sei se é suposto dizer isto - de me meterem no meio daquela arena, no meio de uma bolacha, como se diz na televisão. Há um círculo que normalmente é para os apresentadores e há o palco à frente para os artistas. Mas como eles veem que é uma coisa tão intimista querem pôr-me só a mim e o pé do microfone na bolacha", revelou o cantor na RTP3.

Salvador Sobral falou ainda sobre os seus gestos durante as atuações. "Os meus gestos corporais também são importantes na passagem da mensagem da canção".

Sobre as restantes canções a concurso na Eurovisão, o músico admite que apenas gosta do tema que Itália vai apresentar. "Nada disto tem muito a ver comigo", disse o cantor.

Questionado sobre o estado de saúde, o cantor explicou que é um assunto pessoal.  "Na verdade, acho que ninguém tem de saber. A minha família, os meus amigos têm de saber, mas fora acho que não é um assunto de interesse público", advogou.

Na entrevista a Vitor Gonçalves, Salvador contou ainda que foi em 2011 decidiu estudar música. "Até ir para Maiorca, cantava porque me saia natural. Nunca foi uma coisa profissional. Nunca foi uma coisa que eu levasse a sério, nem quando fui ao programa [Ídolos]", contou, acrescentando que depois de começar a tocar em bares foi para Barcelona estudar música.

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