Artigo

Maria Rueff estreia-se nas novelas da TVI

Ao fim de um longo namoro com a TVI, Maria Rueff vai abandonar o registo humorístico e mostrar-se como atriz dramática na novela “Mulheres”. Uma estreia que a deixa entusiasmada, como contou ao SAPO TV.

Como se sentiu quando recebeu este convite da TVI?
Senti-me muito feliz por uma estação com a qual não tenho historial estar atenta ao meu percurso. Este desafio da TVI caiu-me muito bem, sobretudo por me terem desafiado para fora da minha zona de conforto, respeitando-me como atriz.

Vai também trabalhar com uma equipa de atores completamente diferente...
Esse é outro dos aspetos que me agrada neste desafio. Embora ame o meu grupo de humoristas, tinha muita vontade de ter novos “inputs” de novos atores, de pessoas que respeito por ver na TV, cinema, teatro, etc... É tudo muito bom nesta experiência.

Esta vai ser a sua primeira experiência numa novela?
É a segunda. Tive uma experiência em “Vingança”, da SIC, mas foi uma participação especial, praticamente entrei e saí.

Já está preparada para os horários intensos que caracterizam as gravações de uma novela?
Em geral, as pessoas não têm noção de como são duríssimos os programas de humor. Somos capazes de ter que fazer 10 “bonecos” num dia a um ritmo alucinante. Por isso, não tenho medo da violência da carga horária, estou muito habituada a isso.

Como vai ser a sua personagem em “Mulheres”?
É uma personagem que retrata muitas mulheres portuguesas que infelizmente se esquecem de si próprias para servir a família, os filhos, o marido, a casa, o trabalho... e ninguém reconhece esse esforço. É muito bonito poder dar corpo a essas tantas mulheres em que ninguém parece reparar.

Vamos passar a ver a Maria Rueff num registo dramático e, quem sabe, de lágrimas nos olhos algumas vezes?
Provavelmente, sim. Mas não quer dizer que na vida não possamos rir de coisas trágicas. Ou seja, se calhar o tom não terá de ser sempre de faca e alguidar. Até porque estas mulheres, muitas vezes, são as mais fortes e as que dão força aos outros. São mulheres de fé, que dão muita esperança e que fazem falta nesta crise.

O humor tem técnicas específicas. Há muitas diferenças para o registo dramático? Terá de fazer uma grande adaptação?
Eu formei-me para ser atriz. A única diferença será o objetivo final. Uma coisa é pegar num texto para fazer rir, outra é pôr-lhe outras cores que sejam mais dramáticas. Mas a entrega, o esforço, a pesquisa são os mesmos. Dou sempre 100 por cento em tudo.

Já era seguidora de novelas?
Vejo sempre um pouco de tudo. A última que me marcou foi a “Avenida Brasil”, porque os brasileiros são, de facto, atores brilhantes. Não é que os nossos não sejam, mas eles inovaram naquela forma de representar e filmar também. Mas vou seguindo novelas e a minha filha também me vai pondo a par. Há trabalhos de colegas meus que adoro ver e vejo-os nas novelas, nos cinemas, em programas de humor. Sou muito atenta aos outros.

Ainda terá tempo para continuar no teatro que tanto gosta de fazer?
Tem de haver! Este namoro com a TVI foi longo, precisamente porque tinha outros projetos. Foi o fim do “Lar Doce Lar” e agora estou no “Cabaret Alemão”. Este mês de abril irá ser mais violento em termos de intensidade de trabalho, pois irei ter apenas um dia de folga. Mas... “c’est la vie!”. Porém, não posso queixar-me porque a maior das pessoas tem vidas muito mais duras do que as nossas. Eu penso sempre: “Faço o que gosto, caramba!”. Só isso já é viver um sonho.

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