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Raminhos comenta "Dança com as Estrelas": "Se eu ganhasse, seria um escândalo nacional"

A brincar a brincar, o humorista António Raminhos, o tal que “não dança nada”, tem vindo a ultrapassar com sucesso todas as provas do concurso da TVI “Dança Com as Estrelas”. Ele próprio parece surpreendido, a crer no tom desta conversa com o SAPO TV.

SAPO TV - Desde que entrou no “Dança Com as Estrelas”, tem sido alvo de comentários pouco simpáticos nas redes sociais sobre as suas capacidades de bailarino. Já se habituou aos comentários dos “indignados” com a sua permanência no programa?
António Raminhos - Já, agora já estou habituado. No início custou-me um bocadinho. Mas não deixa de ser normal, as pessoas estão protegidas por trás de um ecrã e, portanto, acham que podem dizer o que querem. Mas tenho de me habituar, não é? Tenho de dar o corpo às balas. Afinal, se eu estou habituado a brincar e a criticar os outros também tenho que me habituar a que façam o mesmo comigo. Ainda por cima numa área em que estou completamente como peixe fora de água...

Mas tem vindo a melhorar. No último domingo a dança correu bem e até os jurados o elogiaram...
Sim, foi giro porque até resultou. Este registo [cómico] é sempre mais tranquilo para mim.

Entretanto instalou-se uma nova polémica por causa da expulsão de Isabel Silva, com muita gente nas redes sociais a dizer que devia ter sido o Raminhos a sair...
Ai foi? Ainda não sei nada disso. Eu até acho que a Isabel ainda pode ganhar. No próximo domingo vai ser repescada e eu penso que ela, o brasileiro [Bruno Cabrerizo] ou a outra miúda, a Sara [Prata], um deles ganha aquilo.

Não acha que você mesmo ainda se arrisca a ganhar o programa?
Espero bem que não... Seria um escândalo nacional! Poderia ter a sua graça, mas acho que não. Acho mesmo que a vitória será discutida entre a Isabel, o Bruno e a Sara.

Como é que se meteu numa coisa tão fora do seu “habitat natural”?
Convidaram-me. A Cristina (Ferreira) fartou-se de me convidar e de apertar comigo, depois o Bruno Santos também insistiu e comecei a pensar... E porque não? Depois, como tenho um apelo pelo abismo, olha, aceitei!

A sua participação no programa também lhe dá mais alguma visibilidade, que pode ajudar em futuros projetos, não é?
É isso mesmo. É uma oportunidade de me dar a conhecer enquanto eu e não uma personagem e de me mostrar a outras pessoas que me podem abrir outro tipo de portas.

Como a porta para uma novela?
Como a porta para uma novela. Eu gostava mesmo de experimentar fazer uma novela.

No núcleo cómico ou noutro tipo de registo?
No núcleo cómico seria giro, mas preferia fazer de assassino, vilão, assim um gajo mesmo mau, desde que não fosse preciso dançar... (risos)

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