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Ricardo Pereira ansioso pela estreia de "Mar Salgado"

Com quartel-general no Brasil, Ricardo Pereira, 34 anos, regressou a Portugal para assumir um dos papéis principais na novela da SIC "Mar Salgado". Tem-se empenhado a fundo no seu André, tirou cursos de vela e de mergulho e confessa-se ansioso pela estreia.

Como tem estado a correr as gravações de "Mar Salgado"?
Muito bem. Estamos a gravar muitas horas até porque a ação se passa em vários sítios diferentes – na Comporta, em Setúbal, em Azeitão, em Matosinhos e nos estúdios... E sendo eu uma das personagens principais, ando por todo o lado.

Está ansioso pela estreia?
Claro. Até porque ainda não vi nada, apenas as imagens dos trailers. A novela respira um espírito muito bom e muito tranquilo e estou com muito ansioso para ver o resultado já neste mês de setembro.

É verdade que fez um curso de mergulho?
Fiz e adorei. Fazemos muitas cenas debaixo de água, principalmente eu a Margarida Vila-Nova. É uma experiência muito gira e eu, que sempre tive contacto com o mar e até tenho casa na Ericeira há muitos anos, nunca tinha experimentando ir tão fundo, principalmente nas águas frias de Portugal. É uma experiência muito estranha, mas muito boa. Lá em baixo não se ouve nada, parece que estamos a voar, adorei a experiência.

Então o mergulho é para continuar?
Claro. Agora quero experimentar mergulhar em águas quentes. Além disso também aprendi a fazer vela e tenho andado na Baía de Setúbal a destruir alguns pontões (risos).

Que outro tipo de preparação foi necessário para este papel?
Tudo e mais alguma coisa. Andei a nadar por aí, porque a minha personagem nada muito e andei a aperfeiçoar todos os estilos e mais algum. O trabalho do texto e da preparação do personagem foi feito em ateliês da Lx Factory, porque o meu personagem tem uma empresa de aplicativos para telemóveis. Andei um bocadinho por cada canto a experimentar o que seria este André.

Como tem sido o trabalho com os restantes atores?
Felizmente as pessoas com quem lido mais nesta história são pessoas com quem já tinha trabalhado. Tenho já uma certa ligação como o José Fidalgo, a Joana Santos e a Margarida Vila-Nova. Isso facilita muito, sobretudo na criação de uma memória do passado que temos que ter nas nossas personagens.

Esse trabalho de aprofundamento do personagem é de sua iniciativa ou acaba por ser “imposto” pela produção?
Há muita coisa, hoje em dia, que faz parte da preparação normal de uma novela, mas depois há aspetos em que temos de ser atrevidos. Aliás, temos que ser atrevidos sempre, em tudo na vida, se queremos chegar a algum lado.

Quando prevê regressar ao Brasil?
Quando acabar a novela. Mas tenho lá ido três a quatro dias todos os meses, devido a compromissos profissionais como publicidades, apresentações de eventos e entregas de prémios. Tenho uma vida de onze anos no Brasil. A minha vida lá é igual à de cá.

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