O Conselho de Ministros aprovou hoje o alargamento da TDT, que prevê dois canais da RTP sem publicidade e outros dois reservados para os privados, sendo que para estes últimos será lançado concurso.

"A SIC está a analisar a proposta do ministro", disse fonte oficial, recordando que, sobre a TDT, a estação de Carnaxide "tem mantido a sua posição", tal como o fez no início deste ano.

"A SIC reitera que a RTP não deve ultrapassar o limite máximo de seis minutos de publicidade comercial para a totalidade da sua oferta de canais na TDT, sob pena de se introduzir um gravíssimo elemento de concorrência desleal no mercado", referiu.

O canal do grupo Impresa "acredita que o futuro da TDT passa pelo desenvolvimento de canais em HD [alta definição], já que é essa a oportunidade que tem de ser aproveitada através da televisão digital, e é absolutamente fundamental para o desenvolvimento da experiência de ver televisão".

Por sua vez, a TVI tomou "boa nota do que o senhor ministro disse na Assembleia República", disse à Lusa fonte oficial.

"Sabendo que queremos evidentemente contribuir para uma TDT de qualidade para o mercado português, ponderaremos e analisaremos a situação de acordo com o que tem vindo a ser a nossa posição sobre a matéria, nomeadamente as condições de não aumento de preços e de ausência de publicidade nos canais públicos da TDT", acrescentou.

"Em devido tempo, quando considerarmos oportuno, daremos conta da nossa posição", concluiu.

O presidente da RTP, Gonçalo Reis, congratulou-se hoje com a resolução do Conselho de Ministros, que considerou ser uma "solução muito equilibrada", já que abre a TDT também aos privados.

"Vejo o dia [de hoje] com o maior entusiasmo. É um dia importante para 2,5 milhões de portugueses, uma fatia relevante da população [que vai ser beneficiada], é importante para o setor audiovisual e ainda é um dia importante para a RTP", afirmou o presidente do Conselho de Administração.

Para Gonçalo Reis, o anúncio de quatro canais, dois deles públicos, e os restantes privados é "uma solução muito equilibrada", já que "a capacidade excedentária" da TDT é "dividida, 50% para o mercado, 50% para a RTP".

Esta foi uma decisão "inclusiva", acrescentou, uma vez que "traz todos a jogo", disse, salientando que a TDT "era um dossiê que estava em aberto" e que foi tratado "com grande eficácia pelo ministro da Cultura e pelo Governo".

Também hoje deu entrada no parlamento o projeto de lei que alarga a oferta na TDT, um diploma conjunto do Bloco de Esquerda (BE), Partido Socialista (PS), Partido Comunista Português (PCP) e do Partido Ecologista Os Verdes (PEV), que será aprovado a 1 de julho.