De acordo com esta entidade, a homenagem irá decorrer às 19:30, na sala de cinema do Instituto Italiano de Cultura (IIC), em colaboração com a Associação Il Sorpasso de Lisboa, e irá contar com a presença do realizador português
José Fonseca e Costa, que foi assistente de
Antonioni em "O Eclipse".

Na sessão de homenagem, José Fonseca e Costa vai fazer uma intervenção sobre o realizador italiano, considerado um dos maiores cineastas do século XX.

O filme
"O Eclipse" ("L´eclisse", no original) foi estreado em 1962 e contou, entre os protagonistas, com os atores Monica Vitti, Alain Delon e Francisco Rabal.

A longa-metragem - capítulo final de uma trilogia sobre o tema da alienação, depois dos filmes "A Aventura" e "A Noite" - recebeu o Prémio Especial do Júri na 15.ª edição do Festival de Cannes.

"O Eclipse" foi filmado em Roma, no início dos anos 1960, e conta a história de Vittoria que, depois do fim de uma relação amorosa inquieta, se junta a Piero, um jovem que trabalha como corretor na bolsa, e cuja natureza materialista vai minando a relação.

Considerado um dos maiores realizadores da história do cinema italiano, Michelangelo Antonioni nasceu em Ferrara, a 29 de setembro de 1912, e veio a falecer em Roma, a 30 de julho de 2007, um dia depois do falecimento de outro importante cineasta, o sueco Ingmar Bergman.

Ao longo de seis décadas, Antonioni realizou dezenas de filmes como "A Aventura" (1960),
"Blow Up - História de Um Fotógrafo" (1966) e
"Profissão: Repórter" (1975).

Formou-se inicialmente em Economia, na Universidade de Bolonha, e foi para Roma em 1940, estudando no Centro Sperimentale di Cinematografia, na Cinecittà, onde conheceu alguns dos artistas com quem acabou por trabalhar nos anos futuros, entre eles Roberto Rossellini.

Estreou-se no cinema em 1943, com o documentário "Gente do Pó" ("Gente del Po").

Nos seus filmes, abordava sobretudo o lado emocional humano e o sentimento de mau estar da sociedade moderna, assim como os amores impossíveis.

Conquistou o Leão de Ouro na Bienal de Veneza, em 1964, pelo filme "O Deserto Vermelho", também ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes, em 1967, pelo filme "Blow Up - História de um Fotógrafo" e outro prémio especial do júri no Festival de Cannes, pelo filme
"Identificação de Uma Mulher", em 1982.

Em 1997 foi-lhe atribuído o Leão de Ouro em Veneza, como reconhecimento pelo seu percurso de realizador, dois anos depois de ter sido homenageado com o Óscar de carreira, pela Academia de Hollywood.

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