Segundo dados oficiais, 8.469 tiveram direito a votar este ano para eleger quem serão os vencedores dos Óscares, os maiores prémios de cinema do mundo, que serão entregues pela 92ª vez já este domingo, 9 de fevereiro, em Hollywood.

Mas quem são estas pessoas? De onde vêm? E como é organizada a votação?

Todos os votantes são membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e devem ser profissionais do cinema que pertencem a um dos 17 ramos da indústria (atores, realizadores, argumentistas, figurinistas, editores, diretores de fotografia, músicos, etc.).

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Todos os anos juntam-se novos votantes: os candidatos para integrar a instituição devem ser indicados pelo menos por dois membros correntes da Academia, com exceção de nomeados e vencedores das estatuetas, que se podem candidatar diretamente.

Os candidatos são submetidos pelos diversos ramos e após análise individual, a decisão final pertence ao Conselho de Governadores da Academia, onde estão os representantes de todos esses ramos.

Durante muito tempo, os membros da Academia desfrutaram do direito de voto vitalício, mas em 2016, no âmbito de várias reformas para aumentar a diversidade, ele foi limitado a um período de dez anos, renovável automaticamente caso continuem a trabalhar em filmes. Profissionais que se tenham retirado ou abandonado a indústria continuam a pertencer à Academia, mas assim ficam votam membros ativos da indústria.

Quem são os votantes?

Alguns dos nomeados de 2020

A Academia sempre tratou com reserva a lista de votantes, ainda que nada impeça que esses privilegiados falem sobre a sua condição nas redes sociais ou em qualquer outro âmbito.

Em 2016, após vários anos de duras críticas sobre a composição dos seus membros não refletir a diversidade da sociedade, a instituição disse em entrevista à AFP que os seus então seis mil membros eram 93% brancos e 76% homens. A idade média era de 63 anos.

Nesse mesmo ano, anunciou que para 2020 prevê que a quantidade de mulheres e membros de minorias étnicas seja duplicada.

Em junho de 2016, foram convidados 683 novos membros, 41% "não brancos" e 46% mulheres. Em 2017, foram enviados 774 convites para 57 países.

Em 2019, metade dos novos membros convidados era mulher.

No total, a Academia continua maioritariamente masculina (68%) e branca (84%).

Quem nomeia para o quê e como são escolhidos os vencedores?

A maioria das nomeações são feitas pelos membros da sua área profissional: atores votam em atores, os realizadores em realizadores e assim sucessivamente.

Certas categorias, como a rebatizada Melhor Filme Internacional, e curtas-metragens, são objeto de uma comissão especial.

Por outro lado, todos os membros de todas as áreas da Academia podem votar para escolher as nomeações para Melhor Filme

Após serem conhecidas as nomeações, o processo de votação altera-se: todos os membros da Academia escolhem os premiados em todas as categorias.

Em 23 das 24 categorias, ganha o filme que recolher mais votos. Isto inclui atores e realizadores.

A exceção é Melhor Filme, o prémio mais importante.

Desde 2009, quando passaram a poder ser nomeados até dez filmes, que o processo é feito através de um complexo sistema de votação "preferencial", com várias etapas em que participam todos os eleitores.

Cada votante deve colocar por ordem de preferência os filmes concorrentes (nove este ano), mas a menos que consiga a maioria absoluta de imediato, 50% mais um voto, não ganha de forma automática o filme que reúne o maior número de primeiros lugares nos boletins.

A cada etapa da contabilização dos boletins, o filme que estiver em primeiro lugar em menos boletins é eliminado e os votos dos filmes restantes nesses boletins são redistribuídos de acordo com a "preferência" mais alta da lista.

O resultado desse sistema é que pode acontecer que o filme que ganha pode ter ficado em primeiro lugar em menos boletins do que outros, mas ficou em mais segundo ou terceiro lugar na maioria desses boletins.

Este sistema permite que o Óscar de Melhor Filme reflita um consenso dos votantes.

"A ideia desse voto 'alternativo' é refletir os desejos do maior número de votantes, pois ao contrário, existia o risco de ter como vencedor um filme que 25% das pessoas adoraram, mas que as restantes detestaram", explicou Ric Robertson, diretor da Academia durante essa reforma de 2009.

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