Nicolas Cage e John Cusack, que acabam de estrear os filmes «Joe» e «Quarto 13», são dois nomes sonantes de uma geração de atores que cresceu em Hollywood nos anos 80, e ganhou fama em filmes que se tornaram emblemáticos para a adolescência daquele período, como «Rumble Fish» ou «Não Digas Nada». Eles fizeram parte de um grupo mais vasto, que começou a atuar na adolescência e acorria muitas vezes a «castings» para os mesmos papéis, e levava depois a cumplicidade para fora do ecrã, numa relação em que boémia e os excessos da juventude estavam muito presentes.

O realizador John Hughes reuniu muitos desses atores em redor dos seus filmes, nomeadamente aqueles que a imprensa designou por «Brat Pack», principalmente Emilio Estevez, Andrew McCarthy, Demi Moore, Anthony Michael Hall, Rob Lowe, Judd Nelson, Molly Ringwald e Ally Sheedy. Outros nomes foram sendo associados ao grupo, pelo facto de com ele se cruzaram muitas vezes, dentro e fora do ecrã, como Robert Downey Jr., Kevin Bacon ou Matthew Broderick.

O filme «Os Marginais», de Francis Ford Coppola, também juntou muitos dos atores emblemáticos da época: C. Thomas Howell, Rob Lowe, Emilio Estevez, Matt Dillon, Tom Cruise, Ralph Macchio, Diane Lane e ainda Patrick Swayze, um pouco mais velho que os demais. Alguns destes eram já amigos de liceu e visita frequente nas casas uns dos outros desde a adolescência, principalmente as duplas de irmãos Sean e Chris Penn, Chad e Rob Lowe, Charlie Sheen e Emilio Estevez, e um jovem promissor chamado Tom Cruise. Cruise e Sean Penn eram, por esses anos, inseparáveis.

Um pouco mais novas eram as estrelas de «Os Goonies» e «Conta Comigo», como River Phoenix, Sean Astin e Corey Feldman, mas também elas marcaram a década, e também acabaram por ser associados lateralmente ao «Brat Pack». Todos eles marcaram a talentosa e festiva juventude de Hollywood nos anos 80. Alguns ascenderam a patamares estratosféricos de fama e talento, outros desceram aos abismos do anonimato e da depressão, nem todos conseguiram sobreviver.