Lisboa. As casas que olhamos ao passar na rua parecem vazias, mas não estão...
Lisboa. As casas que olhamos ao passar na rua parecem vazias, mas não estão. Povoados por idosos que vão perdendo o contacto com a rua, estes interiores formam um lado avesso da cidade. Lisboa deixa de ser um mapa feito de edifícios e arruamentos para passar a ser uma cidade cartografada com base em dificuldades, hábitos e memórias. Lisboa Domiciliária é o retrato interior de uma cidade, feito a sete vozes, onde as fachadas dão lugar aos rostos e as distâncias se medem em passos. Onde a vida insiste na sua riqueza e reclama um lugar para lá de estatísticas e vontades pias. Olha-se o futuro e ele devolve o tempo que irá passar.
Das 23 fitas portuguesas estreadas em 2010, a mais vista foi, por uma larga margem, «A Bela e o Paparazzo», com mais de 98 mil espectadores, mas apenas cinco fitas nacionais venderam mais de 10 mil bilhetes.
O documentário de Marta Pessoa sobre os idosos isolados nas casas antigas de Lisboa conquistou o Grande Prémio do Filminho - Festival de Cinema Galego e Português, realizado em Vila Nova de Cerveira e em Goián.
«Lisboa Domiciliária», realizado por Marta Pessoa, é o um documentário em português, o terceiro vértice de um trilogia não intencional, que arrancou com «Ruas da Amargura» e «Ilha da Cova da Moura». Chega esta semana às salas de cinema.
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