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Cameron Crowe pede desculpa por usar Emma Stone para papel asiático em «Aloha»

Reagindo a acusações de ter feito uma fantasia para brancos, o realizador diz que a decisão foi dele e promete mais diversidade no futuro.

«Aloha», o novo filme com Bradley Cooper e Emma Stone, teve uma estreia discreta nos EUA no último fim de semana após várias acusações, nomeadamente a da utilização do Havai para as «fantasias de brancos».

No filme, um militar (Bradley Cooper) regressa ao local dos seus maiores sucessos de carreira - Havai - e reencontra um amor de há muito tempo (Rachel McAdams) ao mesmo tempo que de forma inesperada se apaixona pela sua parceira no projeto, a capitã Allison Ng (Emma Stone).

Cameron Crowe, o realizador, que teve uma presença discreta durante a campanha de promoção, comentou as reações negativas e principalmente a escolha de Emma Stone para a personagem «¼ asiática e havaiana».

«Muito obrigado por todos os comentários apaixonados sobre a escolha da maravilhosa Emma Stone para o papel de Allison Ng. Ouvi as vossas palavras e desilusão e ofereço desculpas sinceras a todos os que sentiram que esta foi uma estranha ou equivocada escolha de casting», escreveu o cineasta no seu blogue TheUncool.

«Desde 2007 que a Capitã Allison Ng foi escrita para ser uma ¼ havaiana super orgulhosa que estava frustrada por, em toda a aparência, não se parecer com uma. Um pai meio chinês destinava-se a mostrar a surpreendente mistura de culturas que é muitas vezes frequente no Havai. Extremamente orgulhosa da sua herança improvável, ela sente-se pessoalmente compelida a explicar em demasia sempre que tem uma oportunidade. A personagem foi baseada numa habitante local ruiva que fazia precisamente isso», acrescentou Crowe.

Salientando o orgulho pela produção ter recorrido a muitos habitantes locais tanto à frente como atrás das câmaras, Crowe parece lamentar que «desde o início da sua presença no ataque informático à Sony», «Aloha» tenha sido visto como «um filme incompreendido», mas agradeceu a troca de ideias que lhe mostrou o desejo de muitos por «histórias com mais diversidade racial, mais genuínas na representação, e estou ansioso por ajudar a contá-las no futuro».

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