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Novo "Top Gun" vai avançar com Tom Cruise e drones

A sequela de "Top Gun - Ases Indomáveis" está cada vez mais perto de se concretizar e o produtor David Ellison disse que não há filme sem Maverick, a personagem popularizada pelo ator.

A sequela há muito em gestação de "Top Gun - Ases Indomáveis", um dos maiores sucessos do cinema dos anos 80 e com uma importância capital na carreira de Tom Cruise, parece estar finalmente a dar passos concretos para chegar ao grande ecrã.

Na conferência de imprensa em Berlim de "Exterminador: Genisys", o produtor David Ellison adiantou que o argumento está a ser escrito e andará à volta do choque cultural entre a velha escola de pilotos e a nova geração de drones não tripulados.

Depois de vários rascunhos, o argumento está agora a ser desenvolvido por Justin Marks, que escreveu "Street Fighter: A Lenda de Chun-Li" (2009) e "O Livro da Selva", que a Disney estreia na primavera de 2016.

David Ellison confirmou ainda a presença de um papel para Maverick, a personagem que transformou Tom Cruise numa estrela de cinema: "Não existe "Top Gun" sem Maverick e será Maverick a interpretar Maverick."

"O que é interessante é que aquilo não é um mundo igual ao que existia quando estreou o primeiro filme. É um mundo em que existe a tecnologia dos drones e a quinta geração dos caças é aquilo a que a Marinha dos EUA está a chamar os últimos tripulados que vamos produzir, pelo que se trata realmente de explorar o fim de uma era e de pilotos de caças e ver o que essa cultura é nos nossos dias", acrescentou.

"Acho que não vai ser o que as pessoas estão à espera e estamos muito, muito esperançados de que vamos conseguir fazer o filme muito em breve. Mas como em tudo, tudo desagua no argumento e Justin está a escrevê-lo neste momento".

As declarações parecem confirmar o ponto de vista manifestado há cinco anos por Tony Scott, que estava a bordo do projeto antes de falecer em 2012.

O realizador de "Top Gun" achava que não existia interesse em regressar ao mundo da aviação militar, mas mudou de ideias depois de um encontro com jovens pilotos.

"Agora é um mundo completamente diferente", dizia ao sítio Hitfix, concretizando: "Estes geeks dos computadores - estes miúdos fazem jogos de guerra num contentor em Fallon, no Nevada, e se alguma vez formos para guerra, ou no Médio Oriente ou onde quer que seja, estes tipos conseguem pilotar drones. São aeronaves não tripuladas. Eles operam-nas e depois vão divertir-se a noite toda".

Já em 2014, Jerry Bruckheimer, co-produtor de filme original, admitia que estavam cada vez mais perto de ter uma sequela baseada no mundo moderno.

"Basicamente, o conceito é: os pilotos estão obsoletos por causa dos drones? Cruise irá mostrar-lhes que não estão obsoletos. Estão para ficar".

Com um orçamento de 15 milhões de dólares, "Top Gun - Ases Indomáveis" rendeu quase 354 milhões [valores não ajustados à inflação], tornando-se o mais rentável de 1986, fazendo de Tom Cruise, Kelly McGillis e Val Kilmer nomes firmes na indústria cinematográfica.

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