Pessoa

Maria do Céu Guerra

Maria do Céu Guerra

  • PT

  • Nasceu a 26 de Maio de 1943

Maria do Céu Guerra (Lisboa, 26 de Maio de 1943) é uma actriz e encenadora portuguesa.

Maria do Céu Guerra (Lisboa, 26 de Maio de 1943) é uma actriz e encenadora portuguesa.

Começa a interessar-se por teatro enquanto estudante universitária – frequentou o Curso de Filologia Românica, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Pouco depois integraria o grupo fundador da Casa da Comédia. Ao lado de Zita Duarte, Manuela de Freitas, Santos Manuel, Fernanda Lapa, Laura Soveral, entre outros, participa em Deseja-se Mulher, de Almada Negreiros, encenado por Fernando Amado. Passa para o Teatro Experimental de Cascais, onde se profissionaliza e sob a direcção de Carlos Avilez, interpreta um sem número de peças ( 1970 - Um Chapéu de Palha de Itália de Eugène Labiche; 1968 - O Comissário de Polícia de Gervásio Lobato e Bodas de Sangue de Frederico García Lorca; 1967 - D. Quixote de Yves Jamiaque e Fedra de Jean Racine; 1966 - Auto da Mofina Mendes de Gil Vicente e A Maluquinha de Arroios de André Brun e A Casa de Bernarda Alba de García Lorca; 1965 - Esopaida de António José da Silva.

Ingressa por curto período no teatro de revista e comédia, trabalhando com Laura Alves e Adolfo Marsillach, que dirige a em Tartufo de Moliére, com grande sucesso no Teatro Villaret. Volta à Casa da Comédia, onde trabalha com Morais e Castro e Luís de Lima. Faz parte do grupo fundador do Teatro Adóque. Funda companhia de teatro A Barraca onde se centra, ainda hoje, a sua actividade em teatro, maioritariamente com Hélder Costa (como autor e encenador), tendo, trabalhado também com Augusto Boal e Fernanda Lapa. Aí interpretou, entre muitos outros, autores como Dário Fo, Ribeiro Chiado, Bertolt Brecht, Rainer Werner Fassbinder, Ionesco, William Shakespeare, Ettore Scola ou Luís Sttau Monteiro.

Encenou O Menino de Sua Mãe, a partir de Fernando Pessoa; Marly - A Vampira de Ourinhos, original de Queiroz Telles; Xeque-Mate, que adaptou de Shaffer e protagonizou com Laura Soveral; O Último Baile do Império, a partir de Josué Montello; O Bode Expiatório, de Fassbinder; Agosto - Histórias da Emigração; A Relíquia, a partir de Eça de Queiroz; Inverno Debaixo da Mesa, de Carson Macullers. Produziu o Ciclo Ionesco; foi co-autora e figurinista de Os Prantos de Maria Parda, a partir de Gil Vicente; fez a direcção plástica de Viva La Vida, de Hélder Costa e César de Oliveira e de A Barca do Mundo, de Hélder Costa, na Expo98. Dirigiu e recitou poesia, em variados espectáculos, destacando A Palavra do Dia (Expo98) e Pessoalmente Quatro Poeta, com o qual já realizou mais de sessenta sessões por todo o país. Com A Barraca percorreu inúmeros Festivais Internacionais de Teatro, destacando as digressões em África e na América do Sul.

No cinema trabalhou com os realizadores Fernando Matos Silva ( O Mal Amado e Guerra de Mirandum), Luís Couto, Luís Filipe Rocha ( A Fuga), Fernando Lopes ( Crónica dos Bons Malandros), Luís Filipe Costa, Costa e Silva, Eduardo Geada ( Saudades Para Dona Genciana), José Fonseca e Costa ( Os Cornos de Cronos), Frederico Corado, Margarida Gil ( Anjo da Guarda) e Ruy Guerra ( Portugal S.A.).

Apareceu, pontualmente, na televisão, onde destaca telefilmes (como Casino Oceano, de Lauro António ou La Letre Volle, de Ruy Guerra) e séries.

Adaptado de Sapo Saber a 13-11-2009

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