Uma exposição na Biblioteca Britânica mostra como é que a história e as personagens ganharam rapidamente vida própria depois da publicação do livro em 1865.

Na exposição, os visitantes têm a oportunidade de caminhar por grandes espelhos distorcidos e ilustrações, antes de descobrir a história de como "Alice" se transformou num clássico.

A exposição começa com uma explicação sobre o nascimento da história:  no verão de 1962, em Oxford, Charles Dodgson, um professor de matemática que adotou o pseudónimo de Lewis Carroll, fez uma viagem de barco com uma menina de 10 anos chamada Alice Liddell e com as suas duas irmãs e onde contou uma história.

A peça central da exposição é o manuscrito original de Carroll com 37 ilustrações. O original de 1965 conta ainda com uma dedicatória: “Um presente de Natal para uma menina querida, como recordação de um dia de verão".

Alice Liddell vendeu o manuscrito a um colecionador americano em 1928, mas o texto acabou por ser doado ao Museu Britânico depois da Segunda Guerra Mundial.

Dodgson reescreveu o manuscrito original, fazendo algumas alterações. O livro foi publicado em novembro de 1865 com ilustrações do artista John Tenniel, que transformaram os personagens da trama em ícones.

A exposição destaca ainda a evolução da interpretação visual do mundo de Carroll ao longo das décadas.

Alice foi representada como uma ruiva angelical pela ilustradora Mabel Lucie Attwell ou com o cabelo escuro como o de Liddell por outros artistas, de forma doce ou sinistra, e sempre sob a influência do contexto da época.

A versão loura de Alice com o vestido azul começou a ganhar espaço como a imagem definitiva na primeira metade do século XX e consolidou-se depois do filme da Disney de 1951.

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