De acordo com a Culturgest, esta exposição é a primeira retrospetiva do trabalho de Michael Biberstein realizada em Portugal, desde a antológica apresentada na Fundação Calouste Gulbenkian, em 1995, "Michael Biberstein: a difícil travessia dos Alpes".

Organizada de forma não-cronológica, mas sim segundo os temas que motivaram o artista - a linguagem da pintura, a espacialidade e a escala, a relação com a paisagem como dispositivo histórico -, a exposição irá espalhar-se pelas duas galerias da Culturgest.

Michael Biberstein, nascido em Solothurn, na Suiça, em 1948, e falecido no Alandroal, em 2013, foi um artista suíço-americano que viveu mais de três décadas em Portugal.

Falecido aos 65 anos, teve uma carreira diversa, o que contribui para o seu vasto espólio.

"Aquilo que mais espanta no primeiro contacto com a sua obra é a imensidão dos seus céus, das suas paisagens únicas e etéreas. O exemplo máximo da grandiosidade dos seus trabalhos é o sublime teto da Igreja de Santa Isabel, em Campolide [Lisboa], ao qual dedicou quatro anos da sua vida", recorda a Culturgest num texto sobre a exposição.

Esta foi também a última obra de Biberstein, que faleceu antes de a completar.

O artista dizia que as paisagens que pintava não existem em mais lado nenhum, que vêm da sua cabeça, que aquilo que criava eram paisagens da pintura através de pintura de paisagem.

"Observar um quadro deste artista torna-se uma autêntica experiência do belo. A beleza era, por isso, algo igualmente importante para Biberstein, que a entendia como um veículo para pensar e refletir sobre a morte", acrescenta.

A exposição tem curadoria de Delfim Sardo e é inaugurada nessa mesma noite, às 22:00.

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