Começou por ser mais uma piada sobre Trump nas redes sociais por causa de mais uma tempestade mediática. Agora, pode vir a ser uma das próximas comédias de Hollywood.

Entre as revelações no livro de Bob Woodward "Fear" e um artigo de opinião anónimo publicado no The New York Times sobre a "resistência" na Casa Branca, Armando Iannucci, o criador da série política satírica "Veep" e realizador dos filmes "Em Inglês, S.F.F." e "A Morte de Estaline", foi às redes sociais fazer uma reflexão ao seu estilo na quarta-feira.

"Ideia para um filme... Trump drogado e transportado para uma réplica da Casa Branca, onde continua a pensar que está a governar. Milhões gastos a contratar atores para interpretar o seu staff, senadores, apresentadores de noticiários, pessoas em comícios. Estúdios, a vossa proposta mais elevada por favor".

A ideia rapidamente cresceu como uma bola de neve.

Julia Louis-Dreyfus (a estrela de "Veep") e Richard Dreyfuss ofereceram-se para participar, enquanto o realizador de documentários Michael Moore recordou que Trump "teria de ser enganado com uma conta do Twitter falsa em todos os seus aparelhos", mas que a ideia era realizável.

Já o realizador Duncan Jones ("O Código Base", "Warcraft") lançou como sugestão para título "The Trumpman Show", que o próprio reconheceu ser uma referência óbvia ao "Truman Show - A Vida em Directo", o filme de 1998 onde Jim Carrey interpretava uma pessoa que não sabia que era a estrela de um "reality show" desde que nasceu.

Outros filmes a "sério" foram recordados: "Dave: Presidente por Um Dia" (1993), uma comédia onde Kevin Kline interpretava um sósia do presidente que ia parar à Sala Oval quando o representante legítimo ficava incapacitado; "Manobras na Casa Branca", uma sátira à volta de um famoso produtor de Hollywood e um poderoso consultor de comunicação que "Inventam" uma guerra quando são recrutados para tentar evitar um escândalo sexual que envolve o presidente; e "Adeus, Lenine!", onde um jovem fazia tudo para impedir que a sua mãe com saúde frágil descobrisse que a Alemanha de Leste tinha desaparecido enquanto esteve em coma.

Ainda na fase da "brincadeira", Iannucci decidiu que o "filme" se iria chamar "Fake America Great Again" [América falsa outra vez grande], por sugestão de um fã.

Só que parece que Hollywood não demorou a reagir à piada... e muito a sério: segundo o Deadline, o entusiasmo foi gigantesco e oito estúdios mostraram interesse em fazer um filme. Mais: Iannucci terá recebido uma "grande proposta" na quinta-feira de manhã.

"Hum... parece que Hollywood está interessada. Agora, o que é que fazemos?", perguntou nas redes sociais.

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