A longa-metragem
«A Última Vez que vi Macau», de
João Pedro Rodrigues e
João Rui Guerra da Mata, que estava a concurso com outros 18 filmes, mereceu uma menção especial do júri à «extraordinária personagem Candy» e a sua «poderosa presença através da ausência ressoou para o júri como uma representação da imensa coragem do cinema português em tempos em que os falhanços dos governos e dos sistemas sociais ameaçam as artes cinematográficas no mundo inteiro».

A curta-metragem
«O que Arde Cura», também do realizador João Rui Guerra da Mata, que concorria na secção Pardi di Domani que procura «novos talentos» em filmes de menor duração, foi atribuído o prémio Legendagem de Filme e Vídeo, que financia a legendagem do filme em três línguas europeias.

O vencedor deste concurso internacional suíço,
«La Fille de Nulle Part» com Virgínia Legeay e Claude Morel, conta a história de um encontro entre Michel, um professor de matemática na reforma, que vive só após a morte da sua mulher, e Dora, uma jovem sem abrigo. A sua presença traz um pouco de frescura à vida de Michel, mas pouco a pouco o seu apartamento transforma-se no palco de fenómenos misteriosos.

O prémio especial do júri foi atribuído a
«Somebody up there likes me» de Bob Byington (USA) enquanto o Leopardo para melhor realização foi entregue ao chinês Ying Liang, 35 anos, pelo filme
«When Night Falls», que também levou o prémio para melhor atriz, atribuído a An Nai.

O prémio para Melhor Ator foi entregue a Walter Saabel pela sua interpretação no filme austríaco
«Der Glanz des Tages», de Tizza Covi et Rainer Frimmel enquanto o prémio para o Melhor Realizador Emergente foi entregue a Joel Potrykus, realizador de
«Ape».

O filme português que mereceu a menção especial do júri, «A última vez que vi Macau» teve estreia mundial neste festival e conta a história de um homem que recebe um pedido de ajuda de uma ex-amante, Candy, que se radicou em Macau. Viajando para a cidade onde vivera trinta anos, o homem vive uma série de desencontros que transformam Candy quase num fantasma.

No Festival de Locarno, na secção de curtas-metragens também foi apresentado
«Zwazo», de Gabriel Abrantes, e o festival de curtas-metragens de Vila do Conde, que cumpriu 20 edições, será no sábado objeto de uma homenagem com a projeção de quatro filmes produzidos para este aniversário.

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