“Nós privilegiámos mais a faceta de poeta - D. Dinis compôs várias cantigas de amigo -, e essencialmente o ambiente trovadoresco, no qual se insere o monarca, e não tanto o dos jograis”, disse à Lusa fonte do Museu instalado na estação de Metropolitano do Alto dos Moinhos, em Lisboa.

Segundo a mesma fonte, a mostra é composta por quatro painéis, estando expostas cantigas de amigo de cada um dos géneros que o Rei cultivou, e é inaugurada sábado, 01 de outubro, Dia Mundial da Música.

A réplica de um trajo régio e de um nobre compõem a exposição assim como um alaúde e um cistre, dois instrumentos característicos da música medieval, que se mantiveram na prática musical. Os instrumentos expostos foram construídos nos séculos XVII e XVIII, respetivamente.

A mostra encerra a 03 de dezembro, estando previstas diferentes atividades paralelas pelo serviço educativo, “vocacionadas para as escolas, que são o principal filão de visitas ao museu”, disse a mesma fonte.

A mostra faz também “uma abordagem geral do movimento trovadoresco em Portugal, explicando de forma breve o papel de D. Dinis como trovador”, segundo comunicado do Museu.

D. Dinis foi o sexto monarca português, cognominado “O Lavrador” por ter mandado plantar o Pinhal de Leiria, e ter produzido legislação para desbravamento e entrega de terras a agricultores, com vista ao incentivo da produção agrícola nacional.

O filho de D. Afonso III e D. Beatriz de Castela, terá nascido em Lisboa a 09 de outubro de 1261, há 750 anos, e ficou célebre também como “Rei-Poeta” devido à vasta obra literária que produziu - mais de um centena de cantigas de amigo, de amor e de escárnio e maldizer.

O monarca definiu as fronteiras nacionais tal como praticamente hoje as conhecemos, através do Tratado de Alcanices, e instituiu o Português como língua oficial.

Coube ao soberano a fundação da primeira universidade portuguesa, os Estudos Gerais de Lisboa, mais tarde transferidos para Coimbra.

Ao monarca se deve o primeiro impulso para a instituição de uma armada portuguesa, chamando a Portugal o almirante genovês Manuel Pessanha.

Durante o seu reinado de 45 anos, D. Dinis notabilizou-se também por ter mantido os bens da extinta Ordem do Templo sob égide nacional ao instituir a Ordem de Cristo que cerca de um século depois iniciaria os Descobrimentos.

D. Dinis, que se casou com Isabel de Aragão, canonizada no século XVII, morreu aos 63 anos, a 07 de janeiro de 1325, em Santarém, e está sepultado no Convento de S. Bernardo e S. Dinis, em Odivelas, nos arredores de Lisboa, instituição que beneficiava do seu patrocínio real.

@Lusa

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