Em entrevista à agência Efe, o diretor do festival justificou a decisão com os "muitos obstáculos" levantados pelas autoridades espanholas por causa das condições dos recintos para acolher concertos. A isto acrescenta-se ainda a subida do IVA de 8 para 21 por cento em Espanha, que, para Alberto Guijarro, significa que as autoridades "não consideram a música popular uma manifestação cultural".

Guimarães acolheu pela primeira vez uma extensão do Primavera Club, em parceria com a Capital Europeia da Cultura, com concertos em três salas. José Barreiro, da promotora Ritmos, que se associou à marca espanhola para fazer em Portugal os festivais Primavera Sound e Primavera Club, afirmou à agência Lusa que o evento acontecerá em 2013 em Portugal, mas falta confirmar a cidade.

"É intenção que haja [o Primavera Club] em 2013, mas só nas próximas duas semanas é que poderemos confirmar a cidade", disse José Barreiro, apesar do jornal espanhol ABC referir Guimarães para 2013.

Nesta primeira edição, o festival esgotou uma semana antes e o promotor considerou que Guimarães tem capacidade, condições, "salas excelentes" e público para acolher uma nova edição.

O Primavera Club é a versão outonal de um outro evento de música criado em Espanha - o Primavera Sound - e que aconteceu também pela primeira vez este ano em Portugal. O Parque da Cidade do Porto foi o local escolhido.

"O Primavera Club mantém a mesma linha programática do Primavera Sound, mas em salas fechadas", explicou José Barreiro.

O Primavera Club em Guimarães contou com vários nomes da música, como Swans, Ariel Pink, The Vaccines, Sharon Van Etten, Destroyer, Richard Bishop e os portugueses You Can't Win Charlie Brown, Emmy Curl ou Tropa Macaca.

@SAPO/Lusa