"Lotus Flower", uma espécie de tributo à guitarra eléctrica, será composto por uma generosa quantidade de solos, dos quais se destacam Crimson and Clover, de Tommy James and The Shondells e uma música inspirada no comediante e activista negro, Dick Gregory.

Já "MPLSOUND", que contará com a participação do rapper Q-Tip dos A Tribe Called Quest, incluirá registos de sabor electro, canções pop experimentais, e recuperará o som de temas como When Doves Cry.

Um terceiro registo - já, igualmente, em produção - será realizado em parceria com a jovem cantora Bria Valente e será intitulado de "Elixir". "Música atrevida, mas não suja", será o mote que o guiará.

Face às controversas relações que o cantor sempre manteve com as editoras com as quais, ao longo dos últimos 30 anos, tem trabalhado, e perante a tendência, que tem levado grandes nomes da música internacional a optarem pela venda dos seus novos trabalhos, em exclusivo, através de grandes retalhistas, os três discos serão lançados, em jeito de alerta, a título independente, pela editora de Prince. Numa tentativa de colmatar a ausência de uma grande editora, o músico não só vai apostar numa página pessoal mais interactiva e funcional (que servirá, simultaneamente, de plataforma de venda), como também se encontra, neste momento, a negociar a distribuição dos três álbuns com uma conhecida cadeia de lojas multinacional.

Recorde-se que, já em 2007, Prince tinha «atraiçoado» a indústria discográfica norte-americana, ao lançar "Planet Earth" com a edição de domingo do tablóide "News Of The World". A avaliar pela estratégia que delineou para este ano, a estrela de Minneapolis terá gostado dos resultados da experiência!

Sara Novais

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