O ciclo dedicado a Alexandre O'Neill (1924-1986) inclui duas exposições, uma mostra bibliográfica, uma conferência e a exibição de um documentário.

As atividades dedicadas a O'Neill começam a 6 de julho, uma quinta-feira, com a abertura ao público de exposições dedicadas ao escritor, que ficarão parentes ao público até ao dia 31 de agosto.

Naquele dia serão inauguradas as exposições "Vida e obra de Alexandre O'Neill", sobre o percurso da vida e da obra do poeta, "Divertimento com sinais ortográficos de Alexandre O'Neill", criada a partir da "caixinha de tesouros" do designer Sebastião Rodrigues, na redação da revista Almanaque, e uma mostra bibliográfica, segundo a BMEL.

No dia 14 de julho, uma sexta-feira, pelas 18:00, será realizada a conferência "A tristeza contentinha de Alexandre O'Neill", por Maria Antónia Oliveira.

A conferencista falará ao público da Guarda "do autor e da sua obra e das diferentes formas de descobrir um escritor, como é o caso mais direto da leitura da obra e outras aproximações, como por exemplo a edição dos seus escritos, contar a sua história de vida ou ‘divagar' sobre o que este escreveu", adianta a biblioteca em nota hoje enviada à agência Lusa.

Para além de editora da obra de O'Neill, Maria Antónia Oliveira é autora de vários livros, entre os quais "A Tristeza Contentinha de Alexandre O'Neill", que lhe valeu o Prémio de Revelação de Ensaio APE/IPLL, 1990, e de diversos ensaios sobre biografias de escritores portugueses.

Faz ainda parte da programação da BMEL dedicada a Alexandre O'Neill, a exibição do documentário "Tomai lá do O'Neill", de Fernando Lopes, pelas 18:00 do dia 31 de julho, uma segunda-feira.

Nascido em dezembro de 1924 em Lisboa, Alexandre O'Neill foi escriturário até 1952, começou a escrever prosa e poesia para vários jornais em 1957 e iniciou-se como redator de publicidade em 1959.

Alexandre O'Neill, um dos fundadores do Movimento Surrealista de Lisboa, "é considerado um importante poeta desta corrente em Portugal", segundo a nota da BMEL.

"Tal como a maioria dos artistas portugueses, não pôde viver da sua arte, daí afirmar viver de versos e sobreviver da publicidade", adianta a fonte, lembrando que é da sua autoria o conhecido lema publicitário "Há mar e mar, há ir e voltar" e o poema "Gaivota" interpretado por Amália Rodrigues e mais recentemente imortalizado por Sónia Tavares.

Do vasto currículo do poeta constam diversas colaborações para jornais, revistas e televisão, entre outras

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