É uma oportunidade soberana de conciliar boa música, de culturas completamente distintas e expressão de uma universalidade turística rara e imperdível, com a beleza histórica de um espaço fabuloso, como é o Convento de Santa Cruz, em plena mata nacional do Buçaco", disse hoje o presidente da Fundação, António Gravato, durante a apresentação da iniciativa.

Após a abertura com o cantor e guitarrista americano Terry Lee-Hale, marcada para as 21:30 de dia 29, o "Sons do Bussaco" prosseguirá, no dia 25 de fevereiro (sábado de carnaval), à mesma hora, com o concerto do grupo Forró Mior, composto por músicos oriundos do Brasil, Argentina e Itália.

No dia 04 de março, também às 21:30, será a vez do artista português "O Gajo" subir ao palco do Convento de Santa Cruz. Tiago Saga, líder do projeto luso-britânico Time For T, dará um espetáculo no dia 08 de abril.

Esta primeira parte da temporada "Sons do Bussaco 2017" encerra, no dia 20 de maio, com o projeto "On The Road", composto por Tó Trips e Tiago Gomes. Os bilhetes têm um preço único de cinco euros.

António Gravato acredita que o ciclo de concertos será um sucesso de público, não só pela qualidade dos artistas convidados, mas também pelo local que irá acolher os espetáculos, o Convento de Santa Cruz do Buçaco.

Ligado à prática eremítica dos Carmelitas Descalços desde 1628, ano em que o bispo de Coimbra D. João Manuel doou aos carmelitas da província portuguesa a mata do Buçaco para a construção do convento e retiro dos religiosos da Ordem, o Convento vai beneficiar este ano de obras de requalificação.

A Câmara da Mealhada abriu ainda em 2016 um concurso de um milhão de euros para requalificação da Mata do Buçaco, empreitada que inclui a recuperação do Convento de Santa Cruz e das Capelas dos Passos e da Via-Sacra.

A empreitada engloba a conservação e restauro de fachadas, paredes e tetos interiores, recuperação de vãos interiores e exteriores, recuperação de coberturas e correções ao nível da drenagem das águas pluviais e pavimentos.

Vai incidir sobretudo sobre o Convento de Santa Cruz e as Capelas dos Passos da Via-Sacra, que estão classificados como Imóvel de Interesse Público, desde 1943, tendo esta classificação sido alargada à Mata Nacional do Buçaco em 1996.

O investimento é cofinanciado em 85 por cento por fundos comunitários, uma vez que a intervenção será feita sobre património histórico, respeitando as orientações da Direção Regional de Cultura do Centro, com quem a autarquia celebrou um contrato que lhe garante a condição de "dono da obra".

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