O ator Octávio Matos morreu no domingo, aos 79 anos, confirmou à Lusa o produtor do Teatro Maria Vitória, Hélder Freire Costa. Segundo Hélder Freire Costa, que trabalhou com Octávio Matos em diversas ocasiões, as informações sobre as cerimónias fúnebres só serão conhecidas na manhã desta segunda-feira, dia 4 de fevereiro.

Nas redes sociais, colegas e amigos têm recordado o ator, que nasceu no Porto em 1939, no seio de uma família ligada às artes do espetáculo.

"O meu querido Otávio Matos partiu para uma viagem maior. Ficam as memórias da primeira revista que fizemos juntos ('Ó Da Guarda' no teatro ABC - 1976) e deste 'Fado do Bacalhau' (Ary dos Santos / Paulo de Carvalho) dessa mesma peça que lhe dediquei há meses no último espetáculo a que me deu a honra de assistir", escreveu Herman José na sua conta no Facebook.

Ruy de Carvalho também homenageou o amigo nas redes sociais. "Uma notícia muito, muito triste.
Adeus meu amigo. Até sempre", escreveu o ator.

Miguel Dias, amigo e colega de Octávio Matos, também recordou o ator: "Hoje perdemos mais um grande actor. E eu perdi alguém de quem era fã e que sempre foi muito querido e atencioso comigo.
Dizia sempre 'presente' quando lhe pedia. Até sempre querido Octávio Matos. O último e mais carinhoso aplauso para ti".

Octávio Matos passou anos em digressão com os pais pelas antigas colónias portuguesas e por países como a África do Sul e a então Rodésia (atual Zimbabué), tendo sido muitos “os espetáculos que já tinha visto e os palcos que já tinha pisado”, depois de se estrear a fazer ilusionismo com quatro anos, ao lado do pai, como relatou num depoimento publicado pelo Teatro Maria Vitória sobre a sua primeira memória do Parque Mayer, em Lisboa.

“No entanto, apesar dos meus tenros 7 anos, aquela noite era especial. Ia ver, pela primeira vez, o meu pai a trabalhar em Lisboa (tinha sido convidado, mal chegara ao Continente, para ser a Primeira figura daquela Revista) no Parque Mayer e no Teatro Maria Vitória”, contou o ator, que veio a comemorar naquele local os seus 50 anos de carreira.

Na RTP, fez teleteatro e contracenou com Nicolau Breyner e Camilo de Oliveira em séries como “Eu Show Nico”, “Nico d’Obra” ou “Nós os Ricos”, para além de ter sido parte de novelas como “Primeiro Amor”, “Terra Mãe” e “Ajuste de Contas”.

Na TVI, integrou os elencos de “Os Batanetes” e de “O Prédio do Vasco”.

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