Sérvia, Moldávia, Hungria, Ucrânia, Suécia, Austrália, Noruega, Dinamarca, Eslovénia e Holanda são os países que conquistaram um lugar na final do Festival Eurovisão da Canção, juntando-se aos 'big five' (Espanha, França, Alemanha, Reino Unido, Itália) e a Portugal, o vencedor da edição de 2017, e aos primeiros semifinalistas escolhidos na terça-feira (Áustria, Estónia, Chipre, Lituânia, Israel, República Checa, Bulgária, Albânia, Finlândia e Irlanda).

A Rússia, que habitualmente conquista um lugar na final, não seguiu viagem no concurso. Na sala de imprensa, vários fãs festejaram com entusiasmo o não apuramento de Julia Samoylova.

Os países foram escolhidos com base nas pontuações do júri e nos votos do público - cada país atribui dois conjuntos de 12, 10, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2 e 1 pontos às dez canções preferidas, um da responsabilidade de um júri nacional e outro definido pelo voto dos espectadores.

Nesta segunda semifinal concorreram 18 dos 43 países a concurso na edição deste ano da Eurovisão. Para a final de sábado, 12 de maio, estão apuradas 26 canções.

Do fogo de artifício à neve: as atuações

"Boa noite, Europa. Bom dia, Austrália". Foi assim que as quatro apresentadoras, Daniela Ruah, Filomena Cautela, Sílvia Alberto e Catarina Furtado, abriram a segunda semifinal do Festival Eurovisão da Canção.

No arranque da cerimónia, as anfitriãs deram uma pequena aula de português, ensinando o público internacional a dizer "olá". Tal como na primeira semifinal, Filomena Cautela esteve na Green Room e conversou com os representantes dos vários países.

Veja aqui as fotos da segunda semifinal:

"As canção serão apresentadas se nós nos calarmos", gracejou Sílvia Alberto.

O espetáculo abriu com a atuação da Noruega, o país que mais vezes ficou em último lugar - 11 vezes, quatro das quais com zero pontos. Mas o país também já conquistou várias vezes o troféu três vezes (1985, 1995 e 2009) - este ano espera repetir o feito e para isso conta com um vencedor, Alexander Rybak.

Antes da atuação, as apresentadoras revelaram que "That's How You Write A Song", da Noruega, foi a 1500ª canção a ser apresentada na Eurovisão.

O cantor nascido em Minsk, na Bielorrússia, deu a última vitória à Noruega no Festival da Eurovisão, com a canção "Fairytale", e é também um dos favoritos. Tal como em 2009, Rybak também é este ano autor da letra e da música.

Com uma série de bonecos pretos com máscaras brancas, a Romênia foi o segundo país a subir ao palco da Altice Arena. Apesar da forte presença em palco e dos jogos de luz, a canção dos The Humans não cativou o público. Na sala de imprensa, o tema foi um dos menos aplaudidos.

Logo depois subiu a palco a Sérvia  terceiro. A atuação de Sanja Ilić e Balkanika é enriquecida com os jogos de luzes em tons de amarelo e vermelho. O tema "Nova Deca" recebeu alguns aplausos dos fãs.

Este ano, São Marino escolheu Jessika e Jenifer Brening e o tema "Who We Are". Durante a atuação, quatro pequenos robôs dançam e mostram mensagens, enquanto as interpretes fazem pequenos passeios pela passadeira frontal do palco. O tema com beats fortes convida a dançar e agitou bandeiras na Altice Arena.

Rasmussen, nome artístico de Jonas Flodager Rasmussen, tem 33 anos e já participou em musicais como “West Side Story” e “Os Miseráveis”, bem como em concertos de tributo a Elton John, Paul McCartney ou ABBA. A canção "Higher Ground", inspirada no 'viking' Magnus Erlendsson e na sua recusa em participar na Batalha de Anglesey, em 1098, por defender a não-violência, é uma das com mais impacto em todo o espetáculo.

A atuação da Dinamarca foi uma das mais fortes da segunda semifinal. Com 'barcos' em pano de fundo, os artistas que representam o país estão vestidos como vikings e apostam numa coreografia com garra.

 

Depois da Dinamarca, foi a vez da Rússia atuar no palco da Altice Arena. Julia Samoylova apresenta-se em palco em cima de uma montanha e faz-se acompanhar por dois bailarinos e um coro de três vozes.

Julia Samoylova é uma cantora e compositora nascida em 1989 que desde a infância usa uma cadeira de rodas. Foi finalista da versão russa do programa X-Factor e em 2017 foi a escolhida para representar a Rússia na Eurovisão. No entanto, a Ucrânia, que acolhia nesse ano o concurso em Kiev, impediu a cantora de entrar no país, já que esta tinha atuado em junho de 2015 na Crimeia, cerca de um ano após a anexação da península ucraniana pela Rússia.

Depois de apresentadas as primeiras seis canções, Filomena Cautela conversou com Alexander Rybak, perguntando-lhe qual o significado da vida. De seguida, a apresentadora "viajou" até à delegação da Dinamarca para fazer "festas" na barda do vocalista do grupo.

Moldávia foi quem se seguiu no alinhamento da segunda semifinal do Festival Eurovisão da Canção. Os DoReDoS apresentam uma das atuações mais divertidas da noite, conquistando a alegria do público. A performance do grupo é marcada pelo ritmo e pelas luzes coloridas.

A Holanda foi o oitavo país a animar a arena. Waylon foi o escolhido e trouxe consigo uma canção rock cheia de energia. Durante a atuação, o músico está acompanhado por quatro músicos - na verdade, nenhum deles toca os instrumentos porque são pré-gravados, sendo só a voz ao vivo.

A Holanda foi um dos sete países que "inauguraram" o Festival Eurovisão da Canção, em 1956. O país venceu por quatro vezes o concurso, em 1957, 1959, 1969 e 1975.

Antes da Austrália, Filomena Cautela voltou à Green Room e conversou com elementos da equipa da Áustria.

A festa em palco seguiu pouco depois com a Austrália. Com um vestido brilhante e com o palco em tons de preto, Jessica Mauboy mostrou estar totalmente em palco e com as câmaras. A atução da cantora, que apresentou "We Got Love", conquistou todos os presentes.

Jessica Mauboy é uma das artistas com mais sucesso na Austrália. Saltou para a ribalta em 2006 quando, aos 16 anos, participou no programa "Ídolos", tendo desde então lançado cinco álbuns que atingiram o top 10.

Rodeados por fumo branco, a Geórgia apresenta este ano um trio. Ethno-Jazz Band Iriao cantaram  "For You". O tema recebeu poucos aplausos.

Gromee (Polónia) trouxe fogo de artifício à segunda semifinal. Durante a atuação, o cantor passeia pelo palco e está acompanhado por um coro, um "DJ" e um guitarrista. O tema animou o público e arrancou aplausos na sala de imprensa.

Christabelle, de Malta, apresenta este ano "Taboo". A canção com batidas eletrónica e jogos de luz transporta-nos quase para uma discoteca e convida o público a dançar. Na sala de imprensa, alguns fãs e jornalistas entraram na festa da cantora e bateram palmas ao ritmo da música.

Antes da atuação da Hungria, Filomena Cautela conversou com os concorrentes e distribuiu pastéis de nata. Julia Samoylova confessou ainda à apresentadora que viu o mar pela primeira vez em Portugal.

Os AWS, formados em Budapeste e 2006 e que se descrevem como uma “banda de metal moderna com atitude”, representam Hungria com uma música cantada na língua materna. Fogo, saltos ao ritmo dos acordes e a energia do vocalista marcaram a atuação. Na Altice Arena a força da atuação não deixa margem para dúvidas, mas o tema perde força na transmissão televisiva.

Depois dos AWS transformarem a Altice Arena num concerto de metal, chegou a vez da Letónia ensaiar. A representar este ano o país, que se estreou no festival em 2000 e não falhou uma edição desde então, está Laura de Carvalho Rizzotto, de 23 anos, que nasceu no Rio de Janeiro, onde vive, e é bisneta de portugueses, por parte da mãe, e de uma letã, por parte do pai.

A representar este ano a Letónia, que se estreou no festival em 2000 e não falhou uma edição desde então, está Laura de Carvalho Rizzotto, de 23 anos, que nasceu no Rio de Janeiro, onde vive, e é bisneta de portugueses, por parte da mãe, e de uma letã, por parte do pai.

A artista apresentou uma canção pop, em inglês, e provou que o palco é o lugar onde se sente em casa.

Benjamin Ingrosso, um dos favoritos desta segunda semifinal, provou estar totalmente preparado para mostrar os seus dotes para a dança e canto em palco. A atuação simples conquistou uma das maiores ovações na Altice Arena, apesar da performance estar preparada especialmente para a televisão.

O espetáculo continuou com a atuação de Montenegro. Este ano, o país é representado por Vanja Radovanović, cantor com 14 anos de experiência, e que defendeu um tema que compôs, cantado em montenegrino.

A penúltima artista a subir ao palco foi Lea Sirk, pela Eslovénia. Durante a atuação, a cantora similou um problema técnico, uma falha no som do instrumental, e pediu a ajuda do público para cantar “Hvala, ne!”,  tema cantado em esloveno.

“Under The Ladder” foi o último tema que se ouviu na segunda semifinal. Este ano, coube a MELOVIN, de 21 anos, defender as cores da bandeira ucraniana, com um tema cantado em inglês. Na atuação, o cantor sai de uma caixão e termina rodeado por chamas.

No final de todas as atuações, foram apresentadas as canções de França, Alemanha e Itália, países que fazem parte do 'big five' e que têm acesso direto à final.

Antes de serem revelados os resultados das votações, foi para o ar mais um episódio de ESCpédia, com Daniela Ruah a desfilar entre o público. Nesta semifinal, foi também emitido um novo segmento de "Planet Portugal", protagonizado por Herman José.

No espectáculo, as apresentadoras tiveram ainda tempo de mostrar os seus dotes para a dança, recordado que a primeira atuação extra no Festival Eurovisão da Canção foi em 1994, com Riverdance.

A final da Eurovisão está marcada para sábado, dia 12 de maio.

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