Segundo a Associação Porta-Jazz, o programa desta edição inclui concertos, parcerias entre músicos nacionais e internacionais, concertos comentados, residências, encontros de escolas de Jazz, ‘masterclasses’ e ‘jam sessions’, num total de 22 atividades, com músicos de 12 nacionalidades.

“Este é um festival muito concentrado, são três dias com 22 atividades, 16 concertos, está organizado de forma a que as pessoas vivam o festival, não cada um dos concertos, mas o festival em si, os próprios bilhetes são vendidos em blocos”, explicou à Lusa João Pedro Brandão, da Associação Porta-Jazz.

Ou seja, sustentou, “as pessoas podem desfrutar de um ambiente informal em que os músicos se encontram e o público também. Há esta vivencia de festival, em que se pode entrar e sair dos concertos, é uma dinâmica que o diferencia dos outros festivais”.

O próprio cartaz, sublinhou o responsável, “não é fruto da escolha de um curador ou de um programador, mas, sim, fruto de uma dinâmica que já existe. É um cartaz muito diferenciado, cada bloco de concertos são propostas muito diferentes, com músicos com escolhas estéticas muito diferentes”.

“Há muitas estreias, muitos projetos realizados para este festival, mas não são projetos inocentes, são projetos com músicos amadurecidos e com nomes internacionais muito importantes”, frisou.

À Lusa, João Pedro Brandão destacou “o primeiro concerto de todos, o do João Grilo, que é um concerto de interação entre vídeo e música, realizado no Guimarães Jazz, em residência. É uma criação do pianista/compositor João Grilo e de Miguel Tavares, artista vídeo. É muito interessante até para público que não esteja muito ligado ao jazz”.

“O festival existe desde o início para mostrar o jazz às pessoas, é de um acesso muito fácil, o bilhete é barato, está concentrado, há uma informalidade grande, as propostas são muito diferentes, é isso que queremos, é que a música chegue à generalidade das pessoas”, disse.

A associação organizadora salienta a apresentação dos projetos de Ricardo Coelho, “Pulse!”; de Hugo Carvalhais, “Ascetica”; e de Ricardo Formoso, “Implosão”; do novo disco de Impermanence, “The Ocean Inside a Stone”; e o resultado da residência artística entre dois músicos da Porta-Jazz e dois da AMR, associação de músicos criada na década de 1970 em Genebra.

No sábado, às 16:00, no Grande Auditório, é apresentado o resultado de uma encomenda do Festival Porta-Jazz ao vibrafonista Ricardo Coelho que dará a conhecer “Pulse!”, projeto que partilha com o baixista brasileiro Frederico Heliodoro e Mané Fernandes (guitarra/eletrónica), José Diogo Martins (piano/teclados) e Diogo Alexandre (bateria).

No mesmo dia, às 19:15, no Pequeno Auditório, vai poder ouvir-se “The Ocean Inside a Stone”, o novo disco do projeto Impermanence, de Susana Santos Silva.

Ao vivo, a trompetista vai estar acompanhada por Hugo Raro (piano e sintetizador), João Pedro Brandão (saxofone alto e flauta), Torbjörn Zetterberg (baixo elétrico) e Marcos Cavaleiro (bateria).

Pela primeira vez no festival, no domingo, às 21:30, o contrabaixista Hugo Carvalhais vai dar a conhecer “Ascetica”, projeto que partilha com o saxofonista lituano Liudas Mockunas.

No domingo, às 16:00, será apresentado, no Grande Auditório, o resultado do trabalho partilhado entre os portugueses João Guimarães (saxofone) e Acácio Salero (bateria) e os suíços Benoît Gautier (contrabaixo) e Thomas Florin (piano).

A fechar os concertos no Grande Auditório, também no domingo, mas às 22:30, a primeira apresentação do novo projeto do compositor e trompetista espanhol Ricardo Formoso, “Implosão”, que conta com o canadiano Seamus Blake (saxofone tenor), o catalão Albert Bover (piano), o argentino Demian Cabaud (contrabaixo) e com o português Marcos Cavaleiro (bateria).

O cartaz fica completo com as atuações de Peter Evans e Orquestra Jazz de Matosinhos, HVIT de João Grilo e Miguel C. Tavares, Jeffery Davis Quinteto, João Mortágua, Coreto, Pedro Neves, MAU, A Incerteza do Trio Certo, Hugo Carvalhais feat. Liudas Mockunas, BLECHBARAGGE e o ESMAE Jazz Ensemble.

Os bilhetes para a 10.ª edição do Festival Porta-Jazz estão à venda na bilheteira do Rivoli e online. Cada bloco de concertos (tarde ou noite) custa sete euros. Para os membros da Associação Porta-Jazz o valor é de 2,5 euros.

As atividades no Café e no Foyer são de entrada livre.

A Associação Porta-Jazz, que há dez anos organiza o festival, “realiza mais de 100 concertos por ano, dentro e fora de portas e é responsável pela edição de mais de 50 discos, mas também por tornar sustentável uma comunidade artística, alimentando a cultura da cidade e do país”, afirma, em comunicado.

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