No segundo dia do NOS Alive, os Foo Fighters foram tudo aquilo que os festivaleiros esperavam. A banda de Dave Grohl partilhou toda a sua energia com as 55 mil pessoas que passaram esta sexta-feira pelo Passeio Marítimo de Algés, em Oeiras.

Poucos minutos depois da meia noite, com o céu limpo depois de alguma "chuva miudinha", a banda de Seattle subiu ao Palco NOS. Vestido totalmente de preto, o cantor e compositor Dave Grohl entrou a pés juntos no palco e fez com que duas horas e meia parecessem dois minutos e 30 segundos. A multidão respondeu da melhor forma, com palmas, saltos até à Lua e gritaria sem fim.

"All My Life", "Times Like These" e "Something From Nothing" foram oferecidas logo no arranque. O alinhamento não seria difícil de prever para quem espreitou os das últimas datas, com a banda a jogar todas as cartadas de forma certeira.

Tal como manda a tradição, a meio do concerto Alison Mosshart, dos The Kills, subiu a palco para cantar "La Dee Da" com Grohl. O mesmo já tinha acontecido em outros festivais, como o Rock at the Beac ou o Rock Werchter.

FOO FIGHTERS FOO FIGHTERS

A força dos Foo Fighters marcou todos os minutos do concertos. A banda atirou-se a todas as canções como se fosse a primeira vez, como se ainda estivesse nos tempos de tocar numa garagem. "My Hero", "Monkey Wrench" e "Learn To Fly" engoliram o público numa verdadeira onda de loucura.

Todos os principais sucessos dos Foo Fighters foram como uma via rápida para a adrenalina. Mas "Best of You" foi o ponto alto da noite, com o público a responder com uma ovação sem fim. "Everlong" fechou o concerto onde Grohl provou ser um líder carismático que faz as delícias da multidão - a forma com apresenta cada membro da banda (como se os festivaleiros não os conhecessem), a simpatia e a dedicação foram mais uma prova de que é um dos melhores "frontmen" do mundo da música.  Mas o antigo membro dos Nirvana não foi o único que se destacou. O baterista Taylor Hawkins também foi estrela - o suor no rosto provou a entrega do músico durante todo o concerto no NOS Alive.

Atitude, coragem e uma boa dose de loucura e diversão. Onde quer que atue, a banda conseque sempre superar todas as expectativas e ligar-se à multidão de forma soberba. O NOS Alive foi mais uma prova disso.

O rock dos The Cult

À hora do jantar, o Palco NOS recebeu os The Cult. Os monstros do rock do Reino Unido, apresentaram no NOS Alive o décimo álbum de originais, “Hidden City”. Mas foram os sucessos lançados nos últimos 20 anos do século passado que espalharam o rock pelo Passeio Marítimo de Algés.

The Cult

Apesar da banda liderada por Ian Astbury e Billy Duffy ter cumprido a missão na perfeição, o público não se mostrou entusiasmado. Foi mesmo preciso uma chamada de atenção: "Acordem! (...) Vamos lá, só temos mais 40 minutos. Isto é muito rápido", atirou Astbury, com o seu jeito de rock star. Mas o público só acedeu ao pedido quando começou a soar "She Sells Sanctuary".

"Hidden City", "Loce" e "Sonic Temple" também não ficaram de fora, garantido uma viagem aos tempos de liceu para os festivaleiros que nasceram na década de 1970-1980.

Os velhos The Cult provaram que ainda estão aí para as curvas, mas o entusiasmo do público ficou aquém do esperado.

De Tiago Bettencourt a Foo Fighters: O segundo dia do NOS Alive em imagens:

No final do concerto dos The Cult, no Palco Heineken, arrancou o espetáculo dos Wild Beasts, que vieram ao festival de Oeiras apresentar o seu "Boy King". Os temas pop temperados com eletrónica entusiasmaram e refrescaram o público. A voz distinta do vocalista Hayden Thorpe também surpreendeu.
Antes de tudo, Tiago Bettencourt

Tal como no primeiro dia, as portas do NOS Alive abriram às três da tarde. Os concertos começaram duas horas depois com Eden Lewis, no Palco Heineken, e Killimanjaro, no Palco NOS Clubbing.

No Palco NOS, a música começou a ouvir-se às seis da tarde com Tiago Bettencourt. O cantor português fez uma viagem pela sua carreira, incluíndo no alinhamento António Variações, com "A Canção do Engate". Ainda tímidos, os festivaleiros foram cantarolando canções como "Carta", "Morena" ou "Se Me Deixasses Ser".

Veja na galeria as t-shirts que os festivaleiros levaram para o segundo dia do NOS Alive:

Ao contrário do que diz a letra de "Carta", tema dos Toranja, antiga banda do músico, o concerto não passou ao lado dos festivaleiros. Com o sol ainda brilhante, Bettencourt ofereceu a banda sonora perfeita para o aquecimento das vozes - melhor ou pior, todos sabem as letras das canções.

Savages: As rainhas da energia

Pouco depois, no Palco Heineken, as Savages mostraram toda a sua garra e coroaram-se mais uma vez como as rainhas da energia. Com uma casa cheia, o grupo liderado por Jehnny Beth ofereceu o esperado aos fãs - houve "When In Love", "I Am Here", "Slowing Down the World" e "Shut Down", por exemplo.

Savages

Apesar de ter começado morno, o concerto ganhou energia redobrada quando a vocalista pediu mais fãs. E ela mesmo deu mais: tirou os saltos vermelhos e saltou para junto da multidão. "Obrigado por terem vindo tão cedo", atirou Jehnny Beth.

A longa-duração do quarteto londrino, “Adore Life”, foi o aperitivo principal, garantindo um concerto intenso e magnético. A avaliar pelas ovações do público, as Savages serão sempre bem recebidas neste país à beira-mar plantado.

Quase em simultâneo, os Courteeners aterram no palco principal do Passeio Marítimo de Algés. “Mapping The Rendezvous”, o último disco dos britânicos, foi o ponto de partida do concerto. As canções espalharam a alegria de viver com fortes acordes eletrizantes.

A energia dos The Kills

The Kills também brilharam no palco principal do NOS Alive. Alison Mosshart e Jamie Hince atuaram antes dos Foo Fighters e trouxe na bagagem quatro álbuns de originais. A dupla fez uma descarga de energia, mas não conquistou todos os festivaleiros que esperavam de pedra e cal os Foo Fighteres.

Apesar do relacionamento entre a banda e o público não ter sido o melhor, o alinhamento não falhou, com balanços entre as canções mais recentes e as dos tempos pretéritos. Kissy Kissy", "Baby Says" e "That Love" garantiram os pontos altos do concerto.

A edição de 2017 do NOS Alive chega ao fim este sábado. Kodaline, Imagine Dragons e Depeche Mode são os cabeças de cartaz.

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