“Com mais esta exposição fora de portas, o Museu de Arte Contemporânea de Serralves cumpre a sua missão de divulgação da Coleção Miró através de um extenso e diversificado programa de exposições de itinerâncias e coproduções internacionais”, refere o museu do Porto num comunicado.

A mostra, comissariada por Robert Lubar Messeri, que estará patente até 23 de fevereiro de 2020, foi organizada pelo Museu de Arte Contemporânea de Serralves a partir da Coleção do Estado Português, em depósito na Fundação de Serralves.

De acordo com o museu, as 80 obras do pintor surrealista catalão Joan Miró na coleção do Estado, datadas entre 1924 e 1981 e selecionadas para a exposição em Nápoles, permitem seguir a trajetória do artista com uma carreira de mais de seis décadas.

“Numa prática que entrecruzou pintura, desenho, escultura, cerâmica, tapeçaria e gravura, Miró explorou a linguagem dos signos, alinhando o seu projeto com o interesse cubista na estrutura da representação e com as experiências surrealistas na escrita e na poesia”, lembra o museu.

Em janeiro deste ano, a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) abriu o procedimento de classificação de 85 obras de Joan Miró na posse do Estado, segundo anúncio publicado em Diário da República.

As 85 obras de Joan Miró (1893-1983) - 13 obras pertencentes à Parups e 72 à Parvalorem – estiveram na posse destas sociedades anónimas de capitais públicos, criadas pelo Estado em 2010, para gerir os ativos e recuperar os créditos do ex-Banco Português de Negócios (BPN), nacionalizado em 2008.

No ano passado, como avançou o jornal Observador, as obras, que em janeiro estavam parcialmente expostas na Casa de Serralves, no Porto, passaram formalmente das empresas públicas para a posse direta do Estado, com uma avaliação de 54,4 milhões de euros.

No âmbito do Protocolo de Depósito e de Promoção Cultural assinado em outubro do ano passado entre a Câmara do Porto e a Fundação de Serralves sobre as 85 obras de Miró na posse do Estado agora cedidas à cidade, o município comprometeu-se a financiar, até um milhão de euros, as obras de ampliação, remodelação ou conservação da Casa de Serralves, que acolherá as obras de Miró.

A autarquia comprometeu-se ainda a um pagamento anual de 100 mil euros à Fundação de Serralves, pelo prazo de 25 anos, para que a coleção seja protegida e promovida nacional e internacionalmente.

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