O concerto, que se realizou nos degraus da Ópera Garnier, no coração da cidade parisiense, foi presenciado por centenas de pessoas que aplaudiram os artistas, os quais atuaram durante meia hora e leram um comunicado.

Segundo a agência de notícias espanhola EFE, dançarinos e funcionários da instituição desfilaram em torno do espaço onde a orquestra foi instalada, que concluiu a sua apresentação com a “Marselhesa”, o hino nacional francês.

No comunicado, os participantes nesta iniciativa exigiram a retirada da reforma de Emmanuel Macron e a manutenção das especificidades do seu estatuto, em nome da defesa da cultura.

A iniciativa foi mais uma das ações de protesto organizadas nas últimas semanas, como a representação de uma parte da peça “Lagos dos Cisnes” pelas bailarinas ou a realização de um concerto durante o último Natal.

A Ópera de Paris é um dos 42 regimes especiais de pensão existentes na França e que Macron quer converter num único regime universal, com as mesmas regras, nas quais cada euro pago concede os mesmos direitos na reforma.

Este regime data de 1698, durante o reinado de Luís XIV, e permite, por exemplo, que os dançarinos se aposentem aos 42 anos e os músicos aos 60, face aos 62 anos, que é a idade mínima de aposentação no regime geral.

Parte considerável dos funcionários da Ópera de Paris, uma instituição pública, tem participado nas greves organizadas desde o começo das ações contra a reforma de Mácron, iniciadas em 05 de dezembro de 2019.

Desde esse dia até hoje já foram cancelados ou suspensos 67 espetáculos e a Ópera de Paris deixou de faturar cerca de 14 milhões de euros na venda de bilhetes.

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