Já era tarde quando The Weeknd atuou no primeiro dia de NOS Alive mas a festa não tinha esmorecido. Foi o desfilar de sucessos de uma máquina a funcionar em pleno que não desiludiu quem passou pelo Passeio Marítimo de Algés e deu ao arranque NOS Alive um fecho digno de um "starboy".

Mas se a paixão por The Weeknd foi coisa de uma noite, o amor com os The xx teve tudo para durar. Muita euforia, dança e canções cantadas ao ouvido de cada um no concerto da banda inglesa.

The Weeknd, o "Starboy"

Por volta da uma da manhã, chegou a vez de The Weeknd subir ao Palco NOS. Entre concertos, a multidão dispersou. Muitas áreas livres para chegar perto para o ver.

De Alt-J a The Weeknd: O primeiro dia do NOS Alive em fotos

O cantor disse 'olá ao NOS Alive com "Starboy", tema do seu último disco. A partir daí foi um desfile de êxitos. "Party Monster", "Six Feet Under / Low Life" ou "Wicked Games" fizeram os festivaleiros dançar e saltar, com fogo de artifício a completar o cenário.

Durante mais de uma hora, a energia de The Weeknd não desvaneceu e conseguiu contagiar os festivaleiros que já acusavam algum cansaço.  A culpa da festa pura e dura foi mais propriamente da mão cheia de sucessos do que da garra do artista, mas ficou provado que toda a máquina para entreter multidões está (muito) bem oleada.

O início do fim começou com "Can't Feel My Face" e seguiu com "I Feel It Coming" - foi dançar como se o amanhã não estivesse marcado na agenda. "The Hills" foi o tema que fechou a festa que cumpriu mas não deslumbrou - se os The xx foram um amor para durar, The Weeknd foi uma relação mais fugaz.

The xx: Muito amor numa só noite

The xx, às 22h40, entraram com toda a alma no Palco NOS ao som da habitual "Intro". Quem estava perdeu a noção das horas, rapidamente correu para o palco para não perder pitada do concerto - foi um empurra-empurra para ver quem conseguia chegar mais à frente.

The xx

A viagem começou com "Crystalised", garantindo  o primeiro grande momento de comunhão entre banda e público depois da euforia da entrada em palco. "Tudo bem, Lisboa?", perguntou a vocalista Romy Madley Croft entre aplausos. "Mais ou menos, mas com vocês vai ficar melhor", respondeu uma das 55 mil pessoas que não faltaram ao primeiro dia do NOS Alive.

O novo disco, "I See You", foi o ponto de partida para o concerto, com Madley Croft, Oliver Sim e Jamie Smith a provarem que cresceram, mas que o ADN continua inalterável. Mas os mergulhos nos temas mais populares do grupo foram os que garantiram mais ovações.

"Chained" e "Islands" fizeram mexer, mas um dos momentos mais marcantes do concerto chegou com "Performance". Com o cabelo ao vento, a vocalista quase sussurrou ao ouvidos de todos e de cada um o tema do novo disco.

Singles ou não, todas as canções foram recebidas de braços abertos. Entre convites para dançar ou cantar, a banda foi atirando alguns elogios a Portugal e ao festival - foram vários os "Nós adoramos Lisboa". “Adoramos tanto esta cidade que até fizemos cá um festival e não vínhamos cá há algum tempo”, relembrou Oliver Sim, vocalista e baixista.

A grande e goloriosa festa dos The xx acabou com "Angels", que garantiu o grande climax do primeiro dia do NOS Alive.

Pouco depois do fim do concerto dos The xx, os Royal Blood encheram o Palco Heineken. O rock n' roll da banda de Brighton contagiou o público que gastou a voz em gritos eufóricos.

"Where Are You Now", "I Only Lie When I Love You", "Hook, Line & Sinker" e "Lights Out" foram servidas com grandes doses de hard rock e entoadas pela multidão.

"Nunca vi tantas mulheres e homens bonitos ao mesmo tempo no mesmo sítio. Portanto, muito obrigado Portugal", elogiou um dos músicos da banda, Ben Thatcher, conquistando ainda mais o público.

De Alt-J a The Weeknd: O primeiro dia do NOS Alive em fotos

O dia começou cedo e teve muito mais para ver

15h00 em ponto. As portas do NOS Alive abriram e a festa começou. Em poucos minutos, milhares de festivaleiros espalharam-se pelo recinto para descobrir ou redescobrir os cantos à casa. Antes do arranque dos concertos, houve tempo para selfies, caça aos brindes e para olhar novamente para o alinhamento - são tantos os concertos que é fundamental fazer um bom planeamento.

Quem chegou mais tarde e ficou mais tempo na fila, foi brindado com concertos no pórtico colorido instalado no Passeio Marítimo de Algés, em Oeiras. Os primeiros a atuar na entrada do festival foram os The Djabalis, que aqueceram o público com o seu rock que faz lembrar os tempos do liceu. Já quem veio para o NOS Alive depois de sair do trabalho, teve a oportunidade de conhecer XPTO e os Dresh.

Às cinco da tarde, a música começou a ouvir-se dentro do recinto. Os Ventiuno, no Palco Heineken, foram os responsáveis pelo primeiro concerto. Apesar dos festivaleiros estarem mais preocupados em tirar boas fotos para o Instagram (e em escolher hahstags para renderem 'gostos'), a banda ainda conseguiu juntar algumas pessoas que foram balançando os ombros ao som dos temas pop-rock.

Veja na galeria os estilos dos festivaleiros:

À mesma hora, Rita & O Revólver deram o tiro de partida no Palco NOS Clubbing, por onde também passaram os Wack e Niles Mavis até ao pôr do sol.

Os You Can't Win, Charlie Brown foram os responsáveis por abrir o Palco NOS. Às 18h00, os portugueses agitaram as águas, mas a atenção ainda estava dispersa - muita gente sentada a conversar e a atualizar as redes sociais.

“Não têm noção do prazer que é estar aqui a tocar para esta gente toda”, partilhou Afonso Cabral, um dos vocalistas do grupo, com o público.

Uma hora e pouco depois, todos os caminhos foram dar ao palco principal. Os responsáveis? Os Alt-J. Apesar de serem repetentes, o público não reclamou e viveu o concerto do início ao fim.

Alt-J

Durante mais de uma hora, a banda de Leeds, no Reino Unido, serviu canções novas e êxitos que todos guardam na memória - os temas mais entoados foram, claro, os sucessos, como “Breezeblocks” ou “Left Hand Free”.

Apesar de ainda não estarem na ponta da língua dos festivaleiros, as canções do disco “Relaxer” (2017) não desiludiram ao vivo e mostram um certo crescimento da banda.  Mas “Matilda” foi a mais entoada pelos milhares de espectadores, com direto a uma grande ovação no final.

A cenografia em tons de preto e branco de todo o concerto dos Alt-J, foi um simbiose perfeita com pôr do sol - só os bonés e as roupas alternativas para dar cor. As canções da banda ajudaram a completar o quadro perversamente emocionante.

À hora de jantar, no Palco Heineken, os Blossoms foram os reis. Mas o público já estava com a cabeça no concerto dos Phoenix. A banda trouxe ao Palco NOS o último disco, “Ti Amo”, mas também fez incursões pelas canções mais ouvidas. 

Às dez em ponto, o Palco Heineken tornou-se no palco principal do NOS Alive. Com o cabelo bem despenteado, Ryan Adams apresentou o seu segundo disco de originais (só por curiosidade, as canções foram escritas durante o seu processo de divórcio com a atriz Mandy Moore).

Mas antes do cantor subir ao palco, um aviso: "Por favor, tirem uma fotografia e certifiquem-se que o flash está desligado. Ryan Adams sofre da doença de Meniere e o flash pode provocar convulsões. Se virem alguém a usar o flash avisem para desligar, para que o Ryan não seja obrigado a terminar o concerto", pediu uma voz bem colocada. E o público lá respeitou.

Com novas e velhas canções, o cantor transformou o segundo maior palco do NOS Alive num verdadeiro bar de rock dos anos 1980, onde os convites para abanar a cabeça ao som da música se multiplicam. Houve “To be young (is to be sad, is to be high)", "Gimme Something Good", "Let it Ride", "Outbond Train" e por aí fora. Tudo soou bem, fazendo parar alguns festivaleiros que não conheciam o cantor norte-americano paravam  - um festival é isso mesmo, um bom local para descobrir novos artistas para enriquecer a playlist.

À mesma hora, entre palcos o trânsito estava bastante congestionado, especialmente na saída em direção ao Palco Comédia - Aldo Lima arrancou gargalhadas aos festivaleiros que trocaram a música pelo humor.

O NOS Alive prossegue esta sexta-feira com concertos de Foo Fighters, The Cult, The Kills, Local Natives, Savages e Wild Beasts.

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