Para não variar, a temporada cinematográfica do verão é preenchida por sequelas, relançamentos e animações, mas o que tem surpreendido é o desinteresse com que estão a ser recebidas pelos americanos.

De facto, com exceção de "Velocidade Furiosa 8", "Guardiões da Galáxia 2" e "Mulher-Maravilha", têm sido escassas as boas notícias para os lados de Hollywood.

De facto, "Alien: Covenant", "Piratas das Caraíbas: Homens Mortos Não Contam Histórias", "A Múmia", "Transformers: O Último Cavaleiro" e "Carros 3" são algumas das caríssimas apostas que se tornaram desilusões e que só não são fracassos de bilheteira graças aos mercados internacionais. E nem isso ajudou "Rei Artur: A Lenda" ou "Marés Vivas".

Uma excepção é "Baby Driver: Alta Velocidade", a história de um jovem e talentoso condutor, especialista em fugas em assaltos (Ansel Elgort), que tenta deixar para trás a vida de crime quando encontra a miúda dos seus sonhos (Lily James), o que não agrada nada ao seu chefe de crime (Kevin Spacey) e aos seus sócios psicopatas (Jon Bernthal, Jon Hamm, Jamie Foxx e Eiza González).

Ao som de uma grande banda sonora, o filme mistura as convenções do cinema de ação, comédia e thriller, com algumas das melhores cenas de perseguição de automóveis que se viram nos últimos anos, criando um "mix" único que foi recebido como uma autêntica brisa de originalidade numa temporada saturada.

Resultado: teve algumas das melhores críticas do ano e no último fim de semana deu ao realizador Edgar Wright a melhor estreia comercial da sua carreira.

A estreia em Portugal está marcada para 3 de agosto, mas entretanto, e sem surpresa, Hollywood parece ter uma nova e inesperada saga nas mãos.

A ideia tem o apoio do próprio realizador, que acha que há potencial criativo para ir mais longe, ao contrário de que aconteceu com outros filmes seus onde sempre resistiu à ideia, como "Zombies Party - Uma Noite... de Morte" (2004) e "Hot Fuzz - Esquadrão de Província" (2007).

"O estúdio pediu-me para pensar em escrever uma sequela e este é um daqueles em que poderei fazê-lo porque acho que existe algo mais que se pode fazer em relação às personagens. O Baby está numa nova fase", defendeu num podcast à revista britânica Empire.

Edgar Wright revelou ainda ter consciência dos problemas que se costumam encontrar nas sequelas e explicou a sua ideia para evitar tornar-se repetitivo.

"Na maioria das sequelas tem de se forçar algo para elas voltarem à estaca um, a não ser exista algo mais profundo para onde elas irem. No caso do [personagem] Baby Driver, acho que se pode fazer mais naquela realidade e tenho uma espécie de ideia de que se fizer outro [filme] se pode subverter o seu envolvimento no mundo do crime de outra forma", explicou.

Trailer.

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