O Festival de Cannes e as suas mostras paralelas assinaram esta segunda-feira uma declaração a favor da paridade de género. O objetivo é que também seja assinada por outros festivais.

O festival comprometeu-se, entre outras coisas, que a lista de membros dos comités de seleção e programadores seja "transparente", e defendeu a criação de um cronograma para "transformar as principais instâncias de festivais para alcançar a paridade perfeita".

A declaração foi assinada na presença do júri do Festival de Cannes, presidido este ano pela atriz australiana Cate Blanchett.

Os seus signatários - todos homens - foram o delegado geral do Festival Thierry Frémaux, o delegado da Semana da Crítica, Charles Tesson, e o futuro responsável pela Quinzena de Realizadores, Paolo Moretti.

A declaração não impõe cotas aos júris ou entre os filmes selecionados.

"Depois do escândalo Weinstein, estamos confiantes de que Cannes reforçará a ideia de que o mundo não é mais o mesmo e que deve mudar", disse Frémaux.

Este ano, o Festival, o primeiro depois do escândalo a envolver o antigo produtor norte-americano Harvey Weinstein, tem um forte sotaque feminista.

No sábado, quase cem mulheres que trabalham na indústria cinematográfica, lideradas por estrelas como Blanchett, Marion Cotillard e Salma Hayek, exigiram na passadeira vermelha "igualdade salarial" em um protesto histórico.

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