Na terminologia inglesa, um «character actor» (que por cá designamos por «ator de composição») é um intérprete que habitualmente se especializa em personagens de traços muito carregados, geralmente excêntricas e algo invulgares, que muitas vezes surgem em papéis secundários com força para ofuscar as personagens principais. Nos EUA,
Paul Giamatti é considerado um «character actor», um termo sem fronteiras bem definidas, que ele descreve como «o tipo que não é o
Brad Pitt» ou «que está a perder o cabelo».

O retrato muito negro dos bastidores da política norte-americana de
«Nos Idos de Março», apresentado em estreia no Lisbon & Estoril Film Festival, tem em Paul Giamatti um dos seus maiores trunfos. Em papéis principais ou secundários, o ator tem sido sempre uma mais valia para as mais de cinco dezenas de fitas em que já participou, para realizadores como
Alexander Payne,
Tim Burton,
Steven Spielberg,
M. Night Shyamalan ou
David Cronenberg, este último em «Cosmopolis», produzido por Paulo Branco, que estreará no final de 2012.

É
George Clooney quem o dirige em «Nos Idos de Março», em que interpreta Tom Duffy, o principal assessor político do candidato à presidência do Partido Democrata que rivaliza na corrida com o político aparentemente impoluto encarnado pelo próprio Clooney. O filme tem um elenco de luxo (
Ryan Gosling,
Philip Seymour Hoffman,
Evan Rachel Wood,
Jeffrey Wright,
Marisa Tomei) e dá uma imagem terrível da sede de vitória que contamina todos nas lutas políticas dos EUA.

Nomeado ao Óscar em 2006 pelo seu papel secundário em
«Cinderella Man», Giamatti tem interpretações memoráveis em fitas como
«Sideways»,
«American Splendor»,
«A Minha Versão do Amor»,
«Senhora da Água» e
«Planeta dos Macacos».

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