O épico de guerra "1917", de Sam Mendes (em Drama), e "Era Uma Vez em... Hollywood", de Quentin Tarantino (na categoria de Comédia ou Musical), com duas e três estatuetas cada um respetivamente, foram os filmes vencedores dos Globos de Ouro, entregues no domingo à noite em Los Angeles.

Os grandes derrotados da noite foram as produções da Netflix, que juntava ao todo 17 nomeações e sairam da cerimónia de mãos praticamente a abanar: "Marriage Story" (seis nomeações), "O Irlandês" (cinco), "Dois Papas" (quatro) e "Chamem-me Dolemite" (duas) ficaram sem qualquer prémio à excepção do da interpretação de Laura Dern em "Marriage Story".

Nas séries, a plataforma de streaming também assistiu às vitórias de "Succession", da HBO (Drama), "Fleabag", da BBC e Amazon (Comédias ou Musicais) e "Chernobyl", da HBO (minisséries ou telefilmes).

Surpresas e confirmações nos filmes

Globos de Ouro: Tarantino,

Beneficiando do "timing" da temporada de prémios, são as categorias de cinema que costumam dominar a atenção nos Globos, mediaticamente considerados um grande previsor dos Óscares, apesar de os primeiros serem votados por 87 membros da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood e os segundos por 8469 profissionais da indústria cinematográfica.

Na verdade, os Globos funcionam mais como um barómetro das "perceções" mediáticas, pois, apesar de darem dois prémios de Melhor Filme, apenas "conseguiram" acertar em cinco dos últimos 15 vencedores dos Óscares: "Quem Quer Ser Bilionário?" (2009), "O Artista" (2012), "Argo" (2013), "12 Anos Escravo" (2014) "Moonlight" (2016) e "Green Book - Um Guia Para a Vida" (2018).

Este ano, essas perceções... estão por todo o lado: quando se esperava que a disputa dos dramas seria entre as produções da Netflix "Marriage Story" e "O Irlandês", a vitória do épico sobre a I Guerra Mundial "1917" confirmou a famosa imprevisibilidade dos Globos.

Sam Mendes venceu ainda Melhor Realização, mas foi Quentin Tarantino quem recebeu o prémio de Melhor Argumento por "Era Uma Vez em... Hollywood".

Num momento em que tanto se fala em ver filmes nos cinemas ou por streaming, Sam Mendes não deixou de salientar ao aceitar o galardão de Melhor Filme, que "é difícil fazer filmes sem grandes estrelas e espero que as pessoas o vão ver no grande ecrã, onde foi feito para ver".

"1917" estreia-se em Portugal a 23 de janeiro e é protagonizado por dois atores britânicos pouco conhecidos, George MacKay e Dean-Charles Chapman.

Entre os atores, as vitórias de Joaquin Phoenix ("Joker") e Renée Zellweger ("Judy") como Melhor Ator e Atriz em Drama eram apontadas como as mais prováveis.

Também os prémios para os "secundários" Brad Pitt ("Era Uma Vez em... Hollywood") e Laura Dern ("Marriage Story") reforçam a perceção do seu favoritismo na temporada, principalmente o do primeiro, visível claramente no entusiasmo dos colegas presentes no Beverly Hilton, que no seu discurso prestou homenagens aos outros nomeados, a Tarantino e Leonardo DiCaprio, incluindo até uma referência a "Titanic": "Eu teria partilhado a jangada contigo".

Taron Egerton ("Rocketman") e Awkwafina ("A Despedida") beneficiam ainda das atenções com os seus prémios para Melhor Ator e Atriz em Comédia ou Musical (ela a primeira asiática a vencer na categoria), uma vez que as votações para as nomeações dos Óscares só fecham na terça-feira.

"Parasitas" foi o muito previsível Melhor Filme Estrangeiro e "Mr. Link" uma total surpresa como Melhor Filme de Animação, onde era esperada a vitória de "Toy Story 4".

"Joker" ganhou ainda um inesperado prémio pela banda sonora, da autoria da islandesa Hildur Guðnadóttir, e até Elton John e Bernie Taupin receberam pela primeira vez um prémio em conjunto, pela canção "I'm Gonna Love Me Again", de "Rocketman".

VEJA O DESFILE DE ESTRELAS NA PASSADEIRA VERMELHA:

"Succession" e "Fleabag" vencem nas séries

Succession (T2), HBO Portugal
Succession (T2), HBO Portugal

Na televisão, foi a HBO, Hulu e Amazon Prime que dominaram. "Succession", da HBO, levou para casa o Globo mais cobiçado de melhor série dramática e o seu protagonista Brian Cox, que interpreta o magnata Logan Roy, recebeu o galardão de melhor ator em série dramática.

"Chernobyl", também da HBO, foi considerada a melhor minissérie e Stellan Skarsgård venceu o globo para ator secundário em série, série limitada ou filme para televisão.

Na comédia, e tal como aconteceu nos Emmys, em setembro de 2019, "Fleabag" da Amazon Prime foi a melhor série e Phoebe Waller-Bridge recebeu o Globo de melhor atriz em Comédia ou Musical.

Olivia Colman foi premiada pelo desempenho na terceira temporada de "The Crown", da Netflix, levando o Globo para Melhor Atriz em Série Dramática.

Os prémios consensuais

Longe destas disputas, houve ainda prémios para as carreiras de Tom Hanks em cinema e de Ellen DeGeneres em televisão.

O ator que disse num dos seus filmes que "não se chora no basebol" fez um inspirador e por vezes emocional discurso que passou pela sua carreira e as lições aprendidas.

De forma bem humorada, Ellen DeGeneres também recordou a vida desde que nasceu e a carreira, que inclui a comédia "Ellen" na década de 1990, durante o qual assumiu ser gay, e os 17 anos do "talk show" com o seu nome, que refletem a forma como a televisão pode mudar a vida das pessoas e o seu poder, exprimindo a sua gratidão por fazer parte dela.

Ricky Gervais ataca hipocrisia da indústria

O anfitrião da cerimónia Ricky Gervais com Jane Fallon

O regresso de Ricky Gervais pela quinta vez como anfitrião sinalizava que a Associação de Imprensa Estrangeira e o canal NBC apostavam forte no combate à erosão das audiências de todas as cerimónias de prémios.

Após avisar que a diversão ia ser feita à custa das estrelas ("lembrem-se, são só piadas, vamos todos morrer em breve e não há sequela"), o comediante britânico começou com o escândalo de admissões em universidades que envolveu várias estrelas ("Esta noite cheguei de limousine e a matrícula foi feita pela Felicity Huffman") e passou por vários tópicos, essencialmente terminando com um ataque brutal aos pecados e hipocrisia de toda a indústria.

Ricky Gervais recordou que estavam presentes muitos dos executivos mais poderosos de Hollywood, todos muito diferentes, mas com algo em comum: "estão todos cheios de medo do Roman Farrow" (o jornalista que denunciou os abusos do produtor Harvey Weinstein).

Foi um aperitivo para o que veio logo a seguir: "Por falar em todos vocês, pervertidos, foi um grande ano para filmes de pedofilia: 'Surviving R. Kelly', 'Leaving Neverland'... 'Dois Papas'".

A língua afiada do comediante também abordou a controvérsia da falta de representatividade em algumas categorias importantes: "Infelizmente, não podemos fazer nada sobre isso. Os membros da Associação de Imprensa Estrangeira são muito, muito racistas. Íamos fazer um 'In Memorian' [homenagem aos que faleceram], mas quando vi a lista de pessoas que morreram, não tinha diversidade suficiente. Eram principalmente gente brancas. Pensei, 'não comigo a mandar'. Talvez no ano que vem, vamos a ver o que acontece".

Passando para o domínio da Netflix e aproveitando para fazer publicidade à sua série na plataforma "After Life", sobre um homem que se quer matar depois de perder a esposa por causa de um cancro, Ricky Gervais disse que série era mais divertida do que os Globos e "a segunda temporada está a caminho, portanto obviamente que ele não se matou, tal como o Jeffrey Epstein".

Com o público presente audivelmente a digerir com incómodo a referência ao milionário acusado de pedofilia à volta de quem permanece uma controvérsia sobre as circunstâncias da sua morte, o comediante acrescentou "Calem-se, sei que ele é vosso amigo mas não quero saber".

A crítica ao cinema de super-heróis também não foi esquecida e incluiu uma referência ao uso de esteroides por parte dos atores, mas Martin Scorsese, que comparou os filmes a parques de diversão, ouviu a piada de que não tinham altura suficiente para os frequentar.

"'O Irlandês' foi espantoso. Longo, mas espantoso", acrescentou em jeito de consolação, antes de se virar para outro alvo: "Não foi o único filme épico, 'Era Uma Vez em... Hollywood', quase com três horas. Leonardo DiCaprio foi à antestreia e no fim, a namorada era demasiado velha para ele".

Piadas a James Corden, Judi Dench e o filme "Cats" tiveram linguagem mais gráfica e censurada pela NBC, mas antecederam o minuto final: a pretexto da entrada da Apple no mundo das séries com 'The Morning Show' levou a um ataque brutal à hipocrisia de Hollywood.

"Um drama soberbo sobre a importância da dignidade e de fazer o que está certo, feito por uma empresa que tem 'sweatshops' na China [fábricas de suor, referindo-se às condições de trabalho precárias]. Vocês dizem que acordaram... as empresas para quem vocês trabalham, inacreditável. Apple, Amazon, Disney... se o ISIS começasse um serviço de streaming, vocês ligavam aos vossos agentes", começou.

"Portanto, se ganharem um prémio esta noite, não o usem como uma plataforma para fazer um discurso político. Não estão em posição para dar lições ao público sobre nada. Não sabem nada sobre o mundo real, a maioria de vocês passou menos tempo na escola do que a [ativista] Greta Thunberg". Se ganharem, subam, aceitem o vosso pequeno prémio, agradeçam ao vosso agente e ao vosso Deus, e f*** off", concluiu.

Mas houve mesmo discursos políticos...

Apesar dos apelos do anfitrião, vários atores aproveitaram os discursos para passarem mensagens políticas.

Joaquin Phoenix optou por chamar todas as pessoas à ação na crise climática: "É simpático as pessoas enviarem os seus sentimentos à Austrália, mas temos de fazer melhor que isso", afirmou o ator, conhecido pelo ativismo vegan, depois de vários premiados terem referido os fogos catastróficos que consomem aquele país.

"É bom votar, mas às vezes temos de pôr as coisas nas nossas mãos", disse Phoenix, criticando as celebridades que apanham "jatos privados para irem a Palm Springs".

O ator elogiou a decisão da Associação da Crítica Estrangeira em Hollywood, que organiza os Globos de Ouro, de apresentar um menu vegano na cerimónia, "reconhecendo a ligação entre a produção de animais e as alterações climáticas".

A crise na Austrália foi referenciada por várias celebridades e motivou a ausência de Russell Crowe, que venceu o Globo de Ouro para Melhor Ator em Minissérie ou Telefilme por "The Loudest Voice" (Showtime).

O ator escreveu um discurso de vitória, lido em palco por Jennifer Aniston, no qual disse que os fogos são resultado das alterações climáticas e é necessário "agir com base na ciência" e mudar para energias renováveis.

Patricia Arquette, conhecida pelos discursos de vitória apaixonados, venceu o Globo de Melhor Atriz Secundária em Série ou Telefilme por "The Act" (Hulu) e apareceu de óculos escuros a criticar a atual situação com o Irão.

"Não vamos olhar para trás para esta noite… nos livros de história vamos ver um país à beira da guerra", disse, mencionando que o presidente dos Estados Unidos usou o Twitter para ameaçar o bombardeamento de 52 alvos iranianos.

"Jovens a arriscar as suas vidas em viagem pelo mundo, pessoas sem saberem se vão cair bombas na sua cabeça. E o continente da Austrália em chamas", acrescentou.

A atriz terminou o discurso apelando ao voto, o mesmo que Michelle Williams tinha feito um pouco antes.

Ao vencer o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Minissérie ou Telefilme por "Fosse/Verdon" (FX), Williams alongou-se num discurso em defesa do direito das mulheres à interrupção voluntária da gravidez e a outras escolhas de autodeterminação.

"Como mulheres e raparigas, há coisas que podem acontecer aos nossos corpos que não são nossa escolha", disse Michelle Williams, que está grávida, afirmando que não teria chegado àquele patamar se não tivesse podido escolher "quando ter filhos e com quem".

Williams apelou às mulheres que "votem de acordo com o interesse próprio", algo que "os homens têm feito" por muito tempo. "É por isso que o mundo se parece tanto com eles", disse. "Vamos fazer com que se pareça mais connosco".

LISTA COMPLETA DE PREMIADOS E NOMEADOS

CINEMA

MELHOR FILME (DRAMA)
"1917", de Sam Mendes
"O Irlandês", de Martin Scorsese
"Joker", de Todd Phillips
"Marriage Story", de Noah Baumbach
"Dois Papas", de Fernando Meirelles

MELHOR FILME (COMÉDIA OU MUSICAL)
"Era Uma Vez... em Hollywood", de Quentin Tarantino
"Jojo Rabbit", de Taika Waititi
"Knives Out - Todos São Suspeitos", de Rian Johnson
"Rocketman", de Dexter Fletcher
"Chamem-me Dolemite" ,de Craig Brewer

MELHOR REALIZAÇÃO
Bong Joon Ho ("Parasitas")
Sam Mendes ("1917")
Todd Phillips ("Joker")
Martin Scorsese ("O Irlandês")
Quentin Tarantino ("Era Uma Vez...")

MELHOR ATOR (DRAMA)
Antonio Banderas ("Dor e Glória")
Christian Bale ("Le Mans '66: O Duelo")
Adam Driver ("Marriage Story")
Joaquin Phoenix ("Joker")
Jonathan Pryce ("Dois Papas")

MELHOR ATRIZ (DRAMA)
Cynthia Erivo ("Harriet")
Scarlett Johansson ("Marriage Story")
Saoirse Ronan ("Mulherzinhas")
Charlize Theron ("Bombshell")
Renée Zellweger ("Judy")

MELHOR ATOR (COMÉDIA OU MUSICAL)
Daniel Craig ("Knives Out")
Leonardo DiCaprio (Era Uma Vez... em Hollywood")
Taron Egerton ("Rocketman")
Roman Griffin Davis ("Jojo Rabbit")
Eddie Murphy ("Chamem-me Dolemite")

MELHOR ATRIZ (COMÉDIA OU MUSICAL)
Awkwafina ("A Despedida")
Ana de Armas ("Knives Out")
Beanie Feldstein ("Booksmart: Inteligentes e Rebeldes")
Emma Thompson ("Late Night")
Cate Blanchett ("Onde Estás, Bernadette?")

MELHOR ATOR SECUNDÁRIO
Brad Pitt ("Era Uma Vez... em Hollywood")
Anthony Hopkins ("Dois Papas")
Tom Hanks ("A Beautiful Day in the Neighborhood)
Al Pacino ("O Irlandês")
Joe Pesci ("O Irlandês)

MELHOR ATRIZ SECUNDÁRIA
Kathy Bates ("O Caso de Richard Jewell")
Annette Bening "(The Report")
Laura Dern ("Marriage Story")
Jennifer Lopez ("Ousadas e Golpistas")
Margot Robbie ("Bombshell")

MELHOR ARGUMENTO
Era Uma Vez... em Hollywood
O Irlandês
Marriage Story
Parasitas
Dois Papas

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
A Despedida" (EUA, mas cuja língua principal não é o inglês)
Dor e Glória (Espanha)
Os Miseráveis (França)
Parasitas (Coreia do Sul)
Portrait de la jeune fille en feu (França)

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
Como Treinares o Teu Dragão: O Mundo Secreto
Frozen II: O Reino do Gelo,
Mr. Link
O Rei Leão
Toy Story 4

MELHOR BANDA SONORA ORIGINAL
1917
Joker
Marriage Story
Mulherzinhas
Os Órfãos de Brooklyn

MELHOR MÚSICA ORIGINAL
"Beautiful Ghosts" (Cats) — Taylor Swift & Andrew Lloyd Webber
"I'm Gonna Love Me Again" (Rocketman) — Elton John & Bernie Taupin
"Into the Unknown" (Frozen 2) — Robert Lopez & Kristen Anderson-Lopez
"Spirit" (O Rei Leão) — Beyoncé Knowles-Carter, Timothy McKenzie & Ilya Salmanzadeh
"Stand Up" (Harriet) — Joshuah Brian Campbell & Cynthia Erivo

TELEVISÃO

MELHOR SÉRIE (DRAMA)
"Big Little Lies"
"The Crown"
"Killing Eve"
"The Morning Show"
"Succession"

MELHOR ATOR (SÉRIE DRAMA)
Brian Cox ("Succession")
Kit Harington ("A Guerra dos Tronos")
Tobias Menzies ("The Crown")
Billy Porter ("Pose")
Rami Malek ("Mr. Robot")

MELHOR ATRIZ (SÉRIE DRAMA)
Jennifer Aniston ("The Morning Show")
Olivia Colman ("The Crown")
Jodie Comer ("Killing Eve")
Nicole Kidman ("Big Little Lies")
Reese Witherspoon ("The Morning Show")

MELHOR SÉRIE (COMÉDIA)
"Barry"
"Fleabag"
"The Kominsky Method"
"The Marvelous Mrs. Maisel"
"The Politician"

MELHOR ATOR (COMÉDIA OU MUSICAL)
Michael Douglas ("The Kominsky Method")
Bill Hader ("Barry")
Ben Platt ("The Politician")
Paul Rudd ("Living With Yourself")
Rami Youssef ("Ramy")

MELHOR ATRIZ (COMÉDIA OU MUSICAL)
Christina Applegate ("Dead to Me")
Rachel Brosnahan ("The Marvelous Mrs. Maisel")
Kirsten Dunst ("On Becoming a God in Central Florida")
Natasha Lyonne ("Russian Doll")
Phoebe Waller-Bridge ("Fleabag")

MELHOR TELEFILME OU MINISSÉRIE
"Catch 22"
"Chernobyl"
"Fosse/Verdon"
"The Loudest Voice"
"Unbelievable"

MELHOR ATOR EM TELEFILME OU MINISSÉRIE
Russell Crowe ("The Loudest Voice")
Jared Harris ("Chernobyl")
Sam Rockwell ("Fosse/Verdon")
Christopher Abbott ("Catch 22")
Sacha Baron Cohen ("The Spy")

MELHOR ATRIZ EM TELEFILME OU MINISSÉRIE
Joey King ("The Act")
Katilyn Dever ("Unbelievable")
Helen Mirren ("Catherine the Great")
Michelle Williams ("Fosse/Verdon")
Merritt Wever ("Unbelievable")

MELHOR ATOR SECUNDÁRIO EM SÉRIE, MINISSÉRIE OU TELEFILME
Alan Arkin ("The Kominsky Method")
Kieran Culkin ("Succession")
Andrew Scott ("Fleabag"
Stellan Skarsgård ("Chernobyl")
Henry Winkler ("Barry")

MELHOR ATRIZ SECUNDÁRIA EM SÉRIE, MINISSÉRIE OU TELEFILME
Patricia Arquette ("The Act")
Toni Collette ("Unbelievable")
Meryl Streep ("Big Little Lies")
Emily Watson ("Chernobyl")
Helena Bonham Carter ("The Crown")

Newsletter

Fique a par de todas as novidades do SAPO Mag. Semanalmente. No seu email.

Notificações

Os temas quentes do cinema, da TV e da música estão nas notificações do SAPO Mag.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.