Morreu esta segunda-feira de COVID-19 o realizador de cinema russo Vladimir Menshov, que arrecadou com "Moscovo Não Acredita em Lágrimas" (1980) o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro (atualmente conhecido por Filme Internacional).

"Acabo de saber da sua morte", disse à Agência France-Presse o realizador Vladimir Khotinenko, presidente do departamento de longa-metragens da Escola Estatal de Cinema de Moscovo (VGIK).

"Sabíamos que ele estava com COVID-19, mas de uma forma leve. É absolutamente horrível e inesperado", acrescentou.

"A sua morte arranca uma grande parte da nossa cultura comum", lamentou.

Os estúdios Mosfilm de Moscovo também confirmaram o falecimento.

O Presidente da Câmara de Moscovo, Sergei Sobianin, lamentou "uma enorme perda para o nosso cinema e a nossa cultura".

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse que o presidente russo, Vladimir Putin "expressa as suas mais profundas condolências".

Nascido em 1939 em Baku, no Azerbaijão soviético, Vladimir Menshov foi ator e depois realizador.

Tornou-se mundialmente conhecido por "Moscovo Não Acredita em Lágrimas", cujo Óscar na cerimónia de 1981 foi um dos dois únicos conquistados pela então União Soviética.

Também era muito querido na Rússia pela sua comédia "Love and Pigeons" ("Amor e pombas", em tradução livre), lançada em 1985 e que continua a ser uma das mais vistas na televisão russa.

Realizador de uma dúzia de filmes, Menshov também era professor na VGIK.

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