Os 20 anos da Mostra de Cinema ao ar livre de Tavira são celebrados entre estreias nacionais, filmes em competição e a revisitação de alguns clássicos da Sétima Arte, sempre à luz das estrelas.

“Queríamos fazer uma celebração dos 20 anos, mas vão ser metade dos filmes [inicialmente previstos], que compensamos com os filmes em estreia”, revelou à Lusa a presidente do Cineclube de Tavira, Candela Vargas.

A pandemia fez encurtar a duração da mostra, limitando-a aos fins de semana de 17 de julho a 16 de agosto, mas o primeiro acontece num esforço simultâneo com o Festival Internacional de Cinema e Literatura de Olhão (FICLO), com “três novidades em competição, dentro da temática das viagens”, destacou.

Sexta-feira, 17 de julho, é exibido pela primeira vez em Portugal "The Good Girls", da mexicana Alejandra Márquez Abella, uma viagem pela classe alta mexicana que “tenta manter o estatuto, quando começa a perder o seu dinheiro”.

Para sábado 18 de julho, está marcada a exibição do drama norueguês "Out Stealing Horses", de Hans Petter Moland, numa viagem física que se transforma num viagem ao passado, quando o personagem se cruza com alguém da sua adolescência e “compreende várias situações da sua própria vida e dos pais”.

Domingo, 19 de julho, é a vez da película franco-belga "Adoration", de Fabrice du Welz, que ilustra uma viagem de dois adolescentes, sem muita noção das consequências que essa viagem pelo mundo adulto pode provocar, de uma “grande beleza plástica”.

O resto da programação da Mostra faz-se entre filmes recentes e a recuperação de clássicos, com especial destaque para Itália – país convidado do FICLO -, com "Viagem em Itália", de Roberto Rossellini (domingo, 26 de julho) e a comédia dramática "La Dolce Vita"/"A Doce Vida", de Federico Fellini (8 de agosto), este último podendo vir a ter ”música interpretada pela Banda Filarmónica de Tavira”.

A comédia "O Charme Discreto da Burguesia", filme de 1972 de Luis Buñuel, encerra a lista de clássicos, a 14 de agosto.

O resto da programação de julho faz-se com o drama espanhol "O Que Arde", de Oliver Laxe (24 de julho) e a comédia romena "La Gomera"/"A Ilha dos Silvos", de Corneliu Porumboiu (25 julho).

A mostra segue em agosto com o drama canadiano "Matthias & Maxime" [foto], o mais recente de Xavier Dolan (7 agosto), que antecede a exibição, no dia 09, do documentário autobiográfico "Varda Par Agnes", a derradeira obra de Agnès Varda (a realizadora que prenunciou a 'nouvelle vague'), rodada com o seu assistente Didier Rouget.

Seguem-se o romance francês "Retrato da Rapariga em Chamas", de Céline Sciamma (15 agosto), o filme mais visto em salas de cinema, nas semanas após-confinamento, segundo as estatísticas oficiais, e encerra com a comédia do palestino Elia Suleiman, "It Must Be Heaven" (16 agosto), o mais recente filme do realizador.

Este ano, para além da redução de lugares de 250 para cerca de 70, os cinéfilos têm de fazer uma higienização das mãos, não haverá o habitual intervalo e a venda dos bilhetes será eletrónica, para assegurar que se cumprem as indicções das autoridades de saúde.

As sessões são todas às 21:30 e os filmes legendados em português e inglês, exceto se a versão original for numa destas línguas, o que reflete “a habitual afluência do público estrangeiro a esta mostra”.

Os bilhetes têm um custo de 5,50 euros para o público geral e de 3 euros para sócios, com um bilhete de fim de semana de 15 euros para o público e 8 euros para sócios.

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