O filme “O Homem-Pykante – Diálogos com Pimenta”, que teve estreia comercial em Coimbra e no Porto no dia 21 de março, tem hoje uma “sessão especial única” no Monumental, que é complementada com “uma performance inédita de Alberto Pimenta, pensada para esta sessão”, de acordo com a Medeia Filmes.

A sessão de hoje inclui ainda “uma conversa com o poeta Alberto Pimenta, o realizador Edgar Pêra e o poeta Manuel Rodrigues, que trabalhou com o realizador no filme” e a apresentação da antologia “Anastática”, dedicada a Pimenta, de Manuel Rodrigues.

A Medeia Filmes promete ainda um “bónus surpresa” a quem marcar presença na sessão.

“O Homem-Pykante – Diálogos com Pimenta”, sobre o escritor, ensaísta, ‘performer’ e professor universitário Alberto Pimenta, que foi apresentado pela primeira vez em maio passado, no festival IndieLisboa, é um filme “poético sobre um poeta”.

“É toda uma obra e uma pessoa que vale a pena redescobrir ou descobrir, para quem não conhece. Um filme poético sobre um poeta”, afirmou Edgar Pêra, em declarações à Lusa, em maio, aquando da exibição no IndieLisboa.

O realizador recordou que começou a seguir a obra de Alberto Pimenta em 1977, ano em que o autor se popularizou com a ‘performance’ “Homo Sapiens”, dentro de uma jaula do Jardim Zoológico de Lisboa, e com a primeira edição de “Discurso sobre o Filho-da-Puta”.

Em 1994, “por um acaso”, conheceram-se no Porto, nas “Conferências do Inferno”, e mantiveram-se em contacto desde então.

“Como tenho essa prática de registar muito do meu próprio quotidiano, filmei muitas coisas com o Alberto e comecei [em 2008] a fazer conversas com ele filmadas. Andava a prometer a mim mesmo fazer alguma coisa e quando o Alberto fez 80 anos [em dezembro de 2017] resolvi dar-lhe esta prenda de aniversário”, partilhou.

O realizador lamentou a “pouca tendência a celebrar os vivos”. “Muitas vezes, com muitos dos nossos escritores é preciso que eles deixem de existir para existirem na realidade. Isso não me interessava nada, eu tinha que fazer alguma coisa com estes arquivos e acho que foi a altura certa, tanto para mim como para o Alberto”, disse.

Acima de tudo, Edgar Pêra quer "que o filme seja falado e a obra do Alberto Pimenta seja falada, para que os seus livros sejam editados e haja interesse redobrado na sua obra”.

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