O realizador Josh Trank revelou mais uma história dos bastidores da mais recente versão para o cinema de "Quarteto Fantástico", o filme de super-heróis da Marvel que foi um grande fracasso em 2015 e tem várias histórias sobre interferências nos bastidores do estúdio 20th Century Fox.

A trabalhar pela primeira vez para um grande estúdio após ser aclamado por "Crónica" (2012), Josh Trank retirou posteriormente o filme do seu currículo. Em 2019, renegou-o oficialmente nas redes sociais, apesar de lhe ter dado duas estrelas em cinco.

Agora, numa entrevista ao Geeks of Color, recordou como os responsáveis do estúdio colocaram um travão "muito forte" à sua ideia de escolher uma atriz negra para o papel de Sue Storm.

E isto apesar de ser a irmã de Johnny Storm, interpretado pelo ator negro Michael B. Jordan (um "casting" também controverso quando foi anunciado).

Kate Mara, que é branca, acabou por ser Sue Storm, a "filha adotiva" do cirurgião Franklin Storm, interpretado pelo ator negro Reg E. Cathey.

Para os papéis de Reed Richards e Ben Grimm foram escolhidos Miles Teller e Jamie Bell, respetivamente.

"Existiram muitos debates controversos nos bastidores", explicou o realizador, acrescentando que o seu principal interesse era que a família Storm fosse negra.

"Mas quando se está a lidar com um estúdio num grande filme como este, todos querem manter uma mente aberta sobre quem vão ser as grandes estrelas. Mas quando chegou a altura, encontrei uma rejeição muito forte à ideia de escolher uma atriz negra para esse papel", recorda.

Trank também admite que, olhando para trás, se sente embaraçado por não ter desistido nessa altura por uma questão de princípio, pois não são esses os valores que defende na sua vida.

RECORDE O TRAILER DE "QUARTETO FANTÁSTICO".

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