Os últimos anos têm assistido ao seu regresso às luzes da ribalta, com o protagonista de um dos maiores «blockbusters» de 2007,
Homem de Ferro, a colocá-lo finalmente na lista das estrelas de cinema de primeiro escalão.

A sua carreira começou aos cinco anos, nos filmes do seu pai, o realizador Robert Downey Sr., e ao longo dos anos 80 participou em diversos filmes de adolescentes, como
«Que Loucura de Mulher» (Weird Science), de John Hughes.

Porém, o seu primeiro grande reconhecimento por parte da crítica surgiu com a adaptação do romance de Brett Easton Ellis,
«Less than Zero», em 1987, no papel de um toxicodependente que o terá levado a mergulhar ainda mais num universo que já conhecia de demasiado perto.

Em 1990, atingiu o estrelato definitivo ao contracenar com Mel Gibson em
Air América e logo no ano a seguir deixou a crítica rendida com a sua interpretação de Charles Chaplin em
Chaplin, pela qual foi nomeado ao Óscar de Melhor Actor.

Apesar dos problemas com as drogas, ainda consegue fazer uma média de quatro filmes por ano até final dos anos 90, entremeando fitas alimentícias com obras de maior relevo artístico, como
Assassinos Natos,
«Ricardo III» (Richard III) ou
«Restauração» (Restauration).

Apesar da dependência das drogas o obrigar a estadas longas na prisão e nas clínicas de reabilitação, ainda conseguiu brilhar a grande altura num papel secundário da série televisiva
«Ally McBeal» durante três temporadas, e num ou noutro papel secundário, como em
Wonder Boys – Prodígios.

Porém, com a carreira nas lonas e um comportamento errático e violento, ninguém se arriscava a financiar a sua participação em qualquer projecto.

A lenta recuperação do estrelato de Downey Jr. teve início em 2003, quando Mel Gibson apostou nele para o papel principal de um filme que produziu,
O Detective Cantor.

A película foi um fracasso mas provou que o actor merecia que confiassem nele, o que o produtor Joel Silver fez logo de seguida em
Gothika, mas retendo-lhe 40% do salário até ao término das filmagens como garantia contra uma qualquer recaída.

A partir daí, Downey Jr. não voltou a parar, com projectos «mainstream» aliados a filmes independentes, quase sempre de grande qualidade.

Assim, a partir de 2005, surgiu em
Kiss Kiss Bang Bang, de Shane Black,
Boa Noite, e Boa Sorte, de George Clooney,
A Scanner Darkly – O Homem Duplo, de Richard Linklater,
Fur: Um Retrato Imaginário de Diane Arbus, de Steven Shainberg,
Zodiac, de David Fincher, e
«The Soloist», de Joe Wright.

O papel principal de
Homem de Ferro elevou Robert Downey Jr. a estrela de «blockbusters», com sequela já garantida.

A comédia
Tempestade Tropical garantiu-lhe a consagração no campo do humor e a nomeação ao
Óscar de Melhor Actor Secundário. E o futuro parece risonho para um actor agora capaz de casar os filmes mais independentes e arriscados com os de maior sucesso comercial.

Neste momento, está a interpretar nada menos que Sherlock Holmes, na versão que Guy Ritchie está a rodar da obra de Arthur Conan Doyle.

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