Uma Thurman voltou às redes sociais para defender o realizador Quentin Tarantino após a repercussão da sua entrevista no sábado ao New York Times.

Os temas principais eram o assédio e das ameaças contra a carreira alegadamente feitas pelo produtor Harvey Weinstein, mas isso foi ofuscado com o relato e as imagens de um acidente de automóvel durante a fase final da rodagem de "Kill Bill" (2003-2004) que lhe deixou o seu pescoço "permanentemente lesado" e os joelhos magoados.

Segundo o artigo, Uma Thurman foi pressionada conduzir um carro com o qual não estava familiarizada, apesar de não se considerar uma boa condutora e ter sido alertada para problemas no veículo pela equipa técnica. O realizador ter-lhe-á garantido que estava tudo bem e que só tinha de acelerar em linha reta, mas no último instante decidiram fazer o percurso ao contrário e o carro acabou por rodopiar na areia e bater numa árvore, deixando a atriz presa. Segundo ela, mais tarde, temendo um processo, o estúdio recusou dar-lhe as imagens do acidente.

O realizador conseguiu encontrar as imagens 15 anos mais tarde, que foram publicadas no jornal. Quase de imediato, foi bastante criticado pelo seu papel no acidente, incluindo pela atriz Jessica Chastain, mas numa entrevista ao Deadline na segunda-feira afirma que a "prosa" do jornal fez parecer que Thurman o culpava do acidente quando ela esperava é que as imagens condenassem os produtores do filme.

Numa mensagem no Instagram também na segunda-feira, Thurman reforçou isso, defendendo Tarantino e acrescentando que considerava os produtores "Lawrence Bender, E. Bennett Walsh e o notório Harvey Weinstein como os únicos responsáveis" pelo que aconteceu, garantindo que "mentiram, destruíram provas e continuam a mentir sobre os danos permanentes que causaram e escolheram suprimir."

"Quentin Tarantino ficou profundamente arrependido e continua com remorsos por causa desde triste evento e deu-me as imagens anos mais tarde para que as pudesse expor e vissem a luz do dia, mesmo que seja provavelmente um acontecimento para o qual a justiça nunca será possível. Ele também o fez com plena noção de que esta exposição lhe poderia causar danos pessoais e tenho orgulho dele por fazer o que é correto e pela sua coragem.", relata a atriz.

Na mesma entrevista ao Deadline, Tarantino disse que o acidente, além de ser "um dos maiores arrependimentos" da sua carreira, é "um dos maiores arrependimentos" da sua vida, confirmando que houve uma quebra de confiança que levou alguns anos a reparar entre ele e a atriz que considera a sua musa e tornou uma estrela com "Pulp Fiction" (1994).

Em relação às acusações de que cuspiu e a estrangulou durante a rodagem de cenas de "Kill Bill", que foram interpretadas como abuso da sua posição, o realizador defendeu-se: "Naturalmente que fiz. Quem é que iria fazê-lo? Um técnico do vídeo? Primeiro, não confiava no [ator] Michael Madsen porque não sabia para onde a cuspidela iria se ele a fizesse. Falei com a Uma e disse-lhe 'Olha, acho que vou ter de fazer-te isto'... Adoro o Michael, é um excelente ator, mas não confiava nele com este tipo de trabalho intrincado, de conseguir fazê-lo como deve ser. Portanto a ideia é 'vou fazer isto, vou assumir a responsabilidade".

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