Editado em finais do ano passado, «Virou!», o primeiro disco dos Diabo na Cruz, tem levado muitos a aderir ao repto lançado pelo seu título. O contágio rápido da sua combinação de rock e música tradicional confirmou-se nos concertos da sua digressão nacional - como o do Cinema São Jorge - e o de ontem, no Miradouro de São Pedro de Alcântara, mostrou que várias dezenas de espectadores estão devidamente familiarizados com canções como «Dona Ligeirinha» ou «Bom Tempo».

O espectáculo, de entrada livre, não só foi concorrido como registou uma assinalável química entre a banda e o público, visível (e audível) nas palmas que marcaram o ritmo de «Tão Lindo» ou na insistência com que alguns pediram «Casamento» - que chegaria no encore, onde Samuel Úria e Bruno Morgado, dois cúmplices da editora FlorCaveira, foram convidados a subir a palco para cantar e dançar com o quinteto de Jorge Cruz, B Fachada, Bernardo Barata, João Pinheiro e João Gil.

Antes desse final particularmente festivo, os Diabo na Cruz percorreram o alinhamento do álbum, juntaram-lhe alguns inéditos, uma versão dos Gaiteiros de Lisboa e condimentaram tudo com uma vivacidade que já constituía parte do carisma do disco. Santo António já se acabou, o São Pedro está a chegar e este Diabo parece ter vindo para ficar. E amanhã leva mais uma hora e pouco do seu bailarico rock ao Festival Med, em Loulé.

Fotos do concerto:

Diabo na Cruz - "Dona Ligeirinha":

Texto @Gonçalo Sá

Fotos @Frederico Batista e Sara Osório

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