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Apesar de Lenine ter, nos últimos tempos, lançado dois registos ao vivo e, não obstante, ter composto e produzido para outros músicos, "Labiata" é o primeiro disco de originais do brasileiro em seis anos - um disco - diga-se - verdadeiramente espontâneo: "pela primeira vez, entrei no estúdio sem saber o que ia fazer, sendo que o meu único estímulo era criar 45 minutos de música inédita. A esse tipo de urgência, agreguei alguma organização e intuição, e, assim, guiei todo o trabalho", confessou o músico, em declarações à agência Lusa, aquando da edição do álbum, que - note-se - tem nome de orquídea! "A beleza, a diversidade, a exuberância, a robustez e a resistência da planta lembram-me bastante a música popular brasileira", reconheceu Lenine, perante uma colecção pessoal de orquídeas, que ronda os 2500 espécimes.

O discosucessor de "Falange Canibal" não se limita às colaborações musicais brasileiras: além de Arnaldo Antunes, Bráulio Tavares e Lula Queiroga, "Labiata" conta com uma pequena participação do português Pedro Abrunhosa, que, aliás, já tinha trabalhado com o brasileiro em 2003, na composição do célebre tema Diabo no Corpo.

Dos onze temas que constituem o álbum destacam-se ainda Samba e Leveza, uma música composta a partir de material inédito cedido pela irmã de Chico Science, ex-vocalista dos Nação Zumbi; e Continuação, a derradeira faixa do disco, na qual cooperam os três filhos de Osvaldo Lenine.

Os bilhetes para os concertos já se encontram à venda nos locais habituais e variam entre os 20 e os 35 euros.

Sara Novais

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