"Os artistas em vez de fazerem tantos discursos miserabilistas, catastrofistas e de autocomiseração, deviam mexer-se. E uma série desses artistas que vivem em  autocomiseração (...) continuam a não se mexer e se calhar deviam olhar para este exemplo, desta equipa [do 'Como É Que o Bicho Mexe?'] que teve uma trabalheira durante dois meses. Fizeram o inimaginável que foi transformar a adversidade na melhor coisa possível. (...) Isto é que é ter amor à profissão e ter sentido de responsabilidade e de utilidade", frisou Joana Latino no programa "Passadeira Vermelha", da SIC e SIC Caras.

O comentário da jornalista tem sido criticado nas redes sociais, com vários artistas a pronunciarem-se. Na sua conta no Facebook, Agir partilhou uma carta aberta dirigida a Joana Latino.

"Querida Joana. Fiquei um pouco preocupado com o seu comentário de há dias onde, na sua opinião, a grande maioria da classe artística terá sido mordida pela mosca tsé-tsé e andará apenas induzida num coma de inércia. Esta preocupação vem de alguém que, regra geral, acha que o que se deve fazer é arregaçar as mangas e ir à luta. Mas ainda assim, quando referiu e bem, o exemplo de pró-actividade de Bruno Nogueira e de todo o seu 'gang' de amigos, conhecidos e desconhecidos, disse também e passo a citá-la: 'Os artistas em vez de fazerem discursos miserabilistas e catastrofistas de auto-comiseração deviam mexer-se... e olhar para este exemplo'", começa por lembrar o músico na sua conta no Facebook.

Para Agir, o comentário da jornalista é "uma total falta de respeito e de noção até, achar que todos artistas se encontram em pé de igualdade com o inquestionavelmente talentoso Bruno Nogueira e que a única coisa que os separa é a falta de força de vontade e criatividade para não reclamarem tanto e fazerem-se à vida".

"A maioria das pessoas não faz ideia, mas a Joana, como jornalista que é, tem a responsabilidade acrescida de saber as dificuldades que este sector está e virá a passar. Acho que caiu-lhe muito mal, perante uma situação tão inesperada como esta e que economicamente falando ainda mal começou, opinar: Façam mais e falem menos. Espero vê-la com mais sensatez no discurso daqui para a frente. Os artistas (todos) agradecem", sublinhou.

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