Os Astrodome são uma banda de heavy psych puramente instrumental, com Pedro e Zé nas guitarras, Mike no baixo e Bruno na bateria. Surgiram em 2014, causando um impacto que não podiam prever, e o SAPO On The Hop foi informar-se sobre o seu álbum de estreia, "Astrodome" (ainda fresquinho, com lançamento a 8 de novembro de 2015), e mais umas quantas curiosidades.

Astrodome

SAPO On The Hop: Como foi o processo de formação do grupo? Quem deu o pontapé de saída?

Astrodome (A): A história da formação começa com os dois guitarristas da banda (Zé e Pedro). Já tocávamos juntos há alguns anos e procurávamos um baterista. Arranjámos, através de amigos em comum, o contacto do Bruno, que também andava à procura de alguém para experimentar um projeto musical novo. A ideia inicial foi ensaiar sem grandes compromissos estilísticos e ver o que saía. O projeto começou a ganhar forma e, em meados de 2014, após alguns meses à procura de baixista, o Mike experimentou ensaiar connosco e ficou completa a formação. Foi um processo rápido mas muito natural.

Contem-nos todo o processo de produção e criação deste vosso primeiro álbum...

A: Encarámos o nosso álbum como uma história em que cada música é um capítulo ou um episódio. Para compor o álbum escolhemos as músicas e uma sequência que oferecesse um desenvolvimento da história que nos agradasse. O trabalho tem um princípio, meio e fim, cada parte com os seus momentos e ambiências distintas. Tem momentos de tensão e suspense, momentos de êxtase, de contemplação, de celebração, etc. Quando definimos a estrutura do álbum, partimos para o estúdio Hertzcontrol em Caminha e gravámos com o Marco Lima. Foi uma experiência nova para nós gravar tudo apenas num fim de semana, em live, ou seja, todos a tocar ao mesmo tempo. Mas correu muito bem. A ajuda da experiência do Marco Lima, a quem estamos muito gratos, foi fundamental. Ajudou-nos a perceber como podíamos trabalhar determinados detalhes nas nossas músicas para conseguir um resultado final melhor.

O vosso trabalho é puramente instrumental. Existe alguma razão por detrás desta vossa opção (ou o microfone assusta simplesmente)?

A: Nunca definimos que íamos fazer apenas música puramente instrumental. Está apenas relacionado com o processo criativo. Quando estamos a fazer músicas estamos apenas focados nos instrumentos e tudo nasce a partir daí. Queremos que a música transmita algo, que conte histórias e estimule o imaginário. Tudo se desenvolve sem estarmos a pensar numa estrutura para encaixar uma voz. Até agora, temos achado que a história fica bem contada com duas guitarras, um baixo e uma bateria, e que não sobra espaço para mais. Já considerámos pôr voz, mas apenas quando surgir naturalmente uma oportunidade em que a voz encaixe. Não queremos começar a criar algo comprometidos desde o início com uma obrigação lírica.

Como se sentem com o lançamento deste vosso trabalho?

A: Estamos entusiasmados e curiosos com a recepção que o álbum vai ter. Ficámos satisfeitos com o resultado final e com o cumprir de um grande objetivo que tínhamos. Mas já estamos também a trabalhar em material novo, e por isso temos vontade de concluir este capítulo e mostrar coisas novas.

Apesar de novo, metade deste vosso álbum consiste em três temas regravados do vosso EP, "Live Demo", de 2014. Sentem que foram bem recebidos pelo público desde o início?

A: Não considerámos a demo um EP, mas antes uma primeira amostra da nossa música. Foi uma espécie de ensaio gravado em que ainda havia muita coisa a definir e muito improviso. Por isso não estávamos à espera que a demo fosse interpretada como um EP, que tivesse o feedback que teve, nem de conseguirmos arranjar tantos concertos com aquele registo apenas. Tem sido muito gratificante e sentimo-nos muito bem recebidos desde o início, mal nos lançámos, tanto no contacto mais distante por mensagens e convites que nos vão chegando de pessoas que ouviram a nossa Demo, como no contacto mais próximo com o público nos concertos.

São do norte e a divulgação do vosso trabalho tem sido feita maioritariamente pelos mesmos lados. Têm planos para se expandirem pelo resto do mapa nacional (mesmo internacional) com este novo trabalho?

A: Neste primeiro ano não contávamos dar tantos concertos e é complicado conciliar concertos com trabalho ou estudos. Por essa razão explorámos essencialmente a região norte de Portugal e passámos também por Vigo. Agora, mais organizados e com o primeiro trabalho de longa duração, estamos a marcar concertos no resto do país para breve e podemos dizer que estamos a planear datas para fora de Portugal em 2016.

Qual é o vosso grande objetivo enquanto banda?

A: Felizmente, e com pouco mais de um ano de existência, podemos dizer que vários dos nossos objetivos iniciais já foram cumpridos. Por exemplo, gravar um álbum, tocar em alguns palcos e festivais, tocar com determinadas bandas, etc. Mas os objetivos vão-se atualizando e evoluindo com a banda. Neste momento ambicionamos fundamentalmente começar a apresentar material novo e dar concertos em novas regiões dentro e fora do país.

Algum dia vamos poder ouvir a vossa voz numa faixa ou podemos admitir que o estilo puramente instrumental é aquilo que vos caracteriza?

A: Pode dizer-se que o estilo instrumental é uma característica nossa. No entanto, a hipótese de virmos a experimentar voz não está posta de parte.

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