Carlos do Carmo, vencedor de um Grammy Latino em 2014, anunciou o fim de carreira com a edição de um derradeiro disco. O artista irá despedir-se dos palcos em novembro, com concertos no Coliseu do Porto (2 novembro), Coliseu dos Recreios (9 de novembro), em Lisboa, nos Estados Unidos e no Brasil.

"É o ano que vou fazer 80 anos. Há pessoas que têm a capacidade de durar até aos 90 ou 100 a cantar. Não é o meu caso. Este será o ano da despedida. E será o ano da despedida sem amarguras, sem azedumes. Será o ano da despedida com muita muita gratidão a todas as pessoas que me têm dado tantas alegrias e e tanta generosidade", frisou num vídeo partilhado pela Universal Music.

Veja o vídeo:

Os bilhetes para os concertos nos Coliseus são postos à venda esta quinta-feira, dia 7 de fevereiro.

Carlos do Carmo encontra-se neste momento em estúdio, a gravação o seu novo álbum, com edição prevista para outubro. Ainda sem nome definido, este será o seu primeiro álbum de originais em sete anos. Jorge Palma, Manuel Alegre e José Luís Tinoco são alguns dos nomes que serão cantados pelo fadista neste novo trabalho.

Carlos do Carmo

"2019 é um ano de celebração para Carlos do Carmo. O ano em que completa 80 anos de vida, em que editará um novo disco, e o ano que dirá adeus aos palcos. E tudo isto fará sem melancolia nem pesar, mas sim com a energia que lhe é própria e com a consciência do peso da sua vida e dos seus 57 anos de carreira na história da música e do fado", frisa a Universal Music em comunicado.

Com 79 anos de idade e mais de 55 de carreira, Carlos do Carmo é um dos mais reconhecidos, premiados e aclamados fadistas de sempre.

Carlos do Carmo foi o embaixador da candidatura do Fado a Património Imaterial da Humanidade, ao lado de Mariza, com quem aliás já cantou várias vezes, designadamente no Royal Albert Hall, em Londres, e com quem gravou.

Em 2014, o fadista, criador de êxitos como “Canoas do Tejo” e “Homem das Castanhas”, foi distinguido nos Estados Unidos com o Grammy Latino de Carreira, tendo-se tornado o primeiro artista português a ser distinguidos com este galardão (depois do Grammy Latino de melhor álbum de música clássica dado ao elenco de "La Dolores", com a soprano Elisabete Matos, em 2000).

No âmbito dos seus 50 anos de carreira, o fadista estreou o documentário “Carlos do Carmo: Um homem no mundo", realizado por Ivan Dias.

O primeiro disco de Carlos do Carmo foi editado pela Alvorada, em 1963, com o título "Mário Simões e o seu Quarteto apresentando Carlos do Carmo", ao qual se seguiu, em 1964, "Carlos do Carmo com a Orquestra de Joaquim Luís Gomes".

Ao longo da carreira, o criador de “Por morrer uma andorinha”, filho da fadista Lucília do Carmo, somou mais de duas dezenas de álbuns, entre antologias, registos ao vivo e de estúdio, como o mais recente "Fado é amor" (2013), em que partilha a interpretação com nomes como Camané, Mariza, Carminho, Ana Moura e Ricardo Ribeiro.

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