Com a entrada em vigor do estado de emergência devido à pandemia da COVID-19, no passado dia 18 de março, e com o encerramento de espaços públicos, o acesso às bibliotecas foi vedado, levando muitos leitores a questionar como poderiam continuar a ter acesso à leitura.

“Estávamos já a montar uma biblioteca móvel, num carro que adaptámos e que se destina igualmente a funcionar como espaço de cidadão móvel”, mas, dada a situação de contingência criada pela covid-19, o município decidiu avançar com o projeto “Livro à Porta”, aproveitando a disponibilidade dos funcionários, disse à Lusa o presidente da Câmara de Almeirim.

Pedro Ribeiro afirmou que esta iniciativa, a decorrer com todas as medidas de segurança, se junta a outras que o município tem vindo a lançar no apoio à população, num momento em que é pedido que fiquem em casa.

À linha de apoio psicológico e às iniciativas online, algumas dinamizadas pela Biblioteca Municipal Marquesa de Cadaval (BMMC), como o conto de histórias para crianças, o município decidiu levar a leitura a casa, porque há pessoas sem internet e porque é preciso criar alternativas ao “massacre das notícias, que é fonte de ansiedade”, disse, salientando que “é preciso também ir preparando a saída” desta situação.

O coordenador da BMMC, João Rocha, disse à Lusa que, com o encerramento da biblioteca, começaram os telefonemas de utilizadores que perguntavam como poderiam ter acesso aos livros, o que pesou na decisão de antecipar, adaptando, o projeto que estava em marcha.

“A iniciativa foi lançada hoje e já tivemos telefonemas de pessoas a perguntarem como podem aceder”, afirmou.

Porque o objetivo é “chegar a todos”, mesmo os que não estão inscritos podem aceder ao catálogo online – https://catalogo.almeirim.pt/search.aspx - para encomendar livros, sendo que terão que fornecer os seus dados e devolver a ficha de inscrição assinada quando o primeiro livro recebido retornar à biblioteca.

Os livros e os sacos de transporte serão desinfetados, permanecendo os livros devolvidos, depois de desinfetados, em “quarentena durante quatro ou cinco dias”, antes de novo empréstimo.

Tendo em conta que as bibliotecas escolares, com as quais a BMMC funciona em rede, estão encerradas, alguns dos livros constantes do catálogo podem não estar disponíveis, alertou João Rocha.

A BMMC tem 7.000 leitores inscritos, num concelho que tem uma população de 21.271 pessoas (2018), sendo que algumas inscrições são de instituições como dois lares de idosos, a Universidade da Terceira Idade ou o Centro de Recuperação Infantil, salientou.

Os pedidos podem ser feitos preferencialmente por email – biblioteca@almeirim.pt – ou por telefone (243594122 ou 926811135).

Em Mação, no norte do distrito de Santarém, a biblioteca municipal preparou para os seus leitores “um serviço ‘take away’”, uma forma de assinalar o mês em que se comemora o Livro e a Leitura, adaptada às circunstâncias de isolamento de muitos dos seus leitores.

A escolha pode ser feita online, em http://biblioteca.cm-macao.pt/SearchBook.php,e a encomenda por telefone (241 577 249), por e-mail - biblioteca@cm-macao.pt – ou por mensagem no Facebook - https://www.facebook.com/Biblioteca-Municipal-de-Ma%C3%A7%C3%A3o-987846134613409/.

“Quando encomendar deve indicar o nome, o número de leitor e o telefone. Se não tiver número de leitor, podemos fazer o registo”, salienta um comunicado do município.

Na hora indicada pelo leitor, os livros estarão embalados num balcão, no exterior da Biblioteca, sendo que o prazo de devolução passou de 15 dias para um mês.

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