Geoffrey Rush fechou-se em casa e mal come desde que um jornal australiano divulgou as acusações de alegado assédio sexual.

A revelação é feita pelo seu advogado num depoimento submetido ao tribunal federal em Sydney no âmbito de um processo contra o The Daily Telegraph, que publicou em dezembro um artigo à volta do alegado comportamento impróprio em relação à atriz Eryn Jean Norvill durante a produção de "Rei Lear" em 2015 na Companhia de Teatro de Sydney.

Geoffrey Rush, de 66 anos, ganhou o Óscar de Melhor Ator em 1997 pelo seu papel em "Shine - Simplesmente Genial", e é um dos poucos intérpretes a ter sido premiado com o Emmy e o Tony. Além da participação em filmes como "A Paixão de Shakespeare" e "O Discurso do Rei", é também muito popular pela interpretação do capitão Barbossa na saga "Piratas das Caraíbas".

Agora, "sofre de falta de sono e ansiedade que requer medicação" e acredita que o seu valor para a indústria do entretenimento "está irremediavelmente prejudicado", declara o advogado, que acrescenta que ele raramente sai de casa e "perdeu o apetite e raramente come".

"Acorda todos os dias com a uma terrível sensação de pavor sobre o futuro da carreira", salienta a declaração.

O ator pediu a demissão da presidência da Academia de Cinema australiana (AACTA) e processou o jornal, que considera tê-lo retratado um pervertido e predador sexual. Nega todas as acusações que, diz o documento, lhe estão a causar "um tremendo sofrimento emocional e social".

O tribunal vai ouvir os argumentos do The Daily Telegraph na sexta-feira e acredita-se que o caso será julgado em dezembro.

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